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Após descartar renúncia, Maranhão diz que é preciso trabalhar pelo País

Ao deixar o prédio da Câmara dos Deputados nesta sexta-feira, 13, o presidente interino da Câmara dos Deputados, Waldir Maranhão (PP-MA), voltou a demonstrar disposição em permanecer no cargo. "Temos de trabalhar pelo Brasil", declarou. Mais cedo, o deputado rechaçou publicamente a possibilidade de abandonar a função e alegou que era preciso "administrar o País". "Não tem renúncia. Sem renúncia", afirmou.

Em sua passagem pela Câmara nesta sexta, Maranhão assinou o ato que estabelece as prerrogativas a serem concedidas ao presidente da Casa afastado, Eduardo Cunha (PMDB-RJ). O documento dá a Cunha o mesmo tratamento dado pelo presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), à presidente afastada Dilma Rousseff.

A Secretaria Geral da Mesa espera coletar ainda hoje a assinatura do segundo-secretário, deputado Felipe Bornier (PROS-RJ), a última que falta para publicar o documento.

Regalias

O ato da presidência estabelece que Cunha terá direito a salário integral de R$ 33.763,00, uso da residência oficial em Brasília, segurança pessoal, assistência médica oferecida pela Casa, carro oficial reserva e transporte aéreo da Força Aérea Brasileira (FAB), mas mais simples que o usado pela presidência da Câmara.

O peemedebista também poderá contar com uma equipe do gabinete pessoal e terá R$ 92.053,20 para gastar com os funcionários. Só foram cortados de Cunha o chamado "cotão" - uma verba adicional de R$ 35.759,20 para atividade parlamentar destinada ao pagamento, por exemplo, de aluguel de carros e passagens aéreas - e o auxílio-moradia de R$ 4.253,00, recurso que ele já não utilizava por dispor da residência oficial.