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Após ser preso, Eduardo Cunha chega a Curitiba

Após ser preso, Eduardo Cunha chega a Curitiba

O avião da Polícia Federal que trouxe Eduardo Cunha para Curitiba acabou de chegar no Aeroporto Internacional Afonso Pena. O clima no aeroporto estava tranquilo e a Polícia Federal já informou que provavelmente não irá fazer nenhuma coletiva de imprensa sobre o assunto no momento. A previsão é de que os fatos sejam esclarecidos amanhã (20). Cunha seguiu em comboio para a sede da Polícia Federal em Curitiba e não passou no Instituto Médico Legal (IML) como é de praxe.

Avaõ da Polícia Federal chegando no Aeroporto Afonso Pena (Foto: Louise Fiala / Massa News)Avião da Polícia Federal chegando no Aeroporto Afonso Pena (Foto: Louise Fiala / Massa News) 

O presidente cassado da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), foi preso nesta quarta-feira, 19, em Brasília. O ex-deputado foi capturado preventivamente perto do prédio dele, na Asa Sul, em Brasília, por ordem do juiz federal Sérgio Moro.

O magistrado acolheu os argumentos da força-tarefa da Procuradoria da República de que Eduardo Cunha em liberdade representa um ‘risco para a instrução do processo e para a ordem pública’. A ordem do juiz foi dada na segunda-feira, 17.

Bens

A Justiça Federal do Paraná decretou a indisponibilidade de bens do ex-presidente da Câmara no montante de R$ 220.677.515,24. A decisão foi dada pela 6.ª Vara Federal de Curitiba em ação civil de improbidade administrativa movida pela Procuradoria da República, na capital paranaense, contra o peemedebista.

A investigação contra Eduardo Cunha sobre contas na Suíça abastecidas por propinas na Petrobrás estava sob responsabilidade do Supremo Tribunal Federal (STF). Cassado pela Câmara, o peemedebista perdeu o foro privilegiado perante a Corte máxima.

Os autos foram deslocados, então, para a 13ª Vara de Curitiba, base da Lava Jato. Na segunda-feira, 17, Moro intimou Eduardo Cunha para apresentar sua defesa prévia em ação penal que atribui ao ex-deputado US$ 5 milhões nas contas secretas que ele mantinha na Suíça.

A mulher de Eduardo Cunha, Cláudia, também é acusada na Lava Jato. Mais de US$ 1 milhão da propina que o peemedebista teria recebido sobre contrato da Petrobrás no campo petrolífero de Benin, na África, foram gastos por ela em compras de luxo na Europa, segundo os investigadores. Cláudia adquiriu sapatos, bolsas e roupas de grife na França, Itália e em outros países europeus.