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Aprovação da PEC do gasto até dezembro seria 'vitória sensacional', diz Mansueto

O secretário de Acompanhamento Econômico do Ministério da Fazenda, Mansueto Almeida, disse acreditar que o governo do presidente Michel Temer tenha mais condições políticas de aprovar as reformas econômicas do que teve a ex-presidente Dilma Rousseff. Segundo ele, o ex-ministro da Fazenda Joaquim Levy, durante a gestão petista, não conseguiu o apoio parlamentar para promover mudanças na economia porque estava "isolado".

"O Joaquim Levy, que é um excelente economista, estava muito isolado. Não é o caso agora. O Planejamento e a Fazenda têm reuniões quase que diárias com a Casa Civil. Há uma discussão grande também com outros ministérios. Quando as coisas chegam no Congresso, já houve um trabalho interno de governo", afirmou Mansueto, após participar do Fórum Nacional, no Rio.

Mansueto disse que a intenção é que o Congresso aprove a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) que limita os gastos públicos, a 241, até dezembro. "A PEC do gasto foi enviada em julho ao Congresso. Se a gente aprovar até dezembro, será uma vitória sensacional. Fazer uma mudança na Constituição que vai controlar o gasto público nas próximas décadas em cinco meses?", ressaltou.

Já a reforma da Previdência deve demorar mais a ser concluída, em sua opinião. "É normal. Qualquer reforma da Previdência, no mundo todo, requer muito debate para entender quais pontos estão mudando. Então, cabe aos governos conversar muito com os parlamentares e explicar exatamente quais são as propostas", afirmou o secretário.

Os congressistas têm questionado o prazo da PEC dos gastos, que prevê a possibilidade de mudança das regras a partir do décimo ano. "Eles falam que o décimo ano será o final do mandato de um presidente. Então, uns querem antecipar para sete anos, outros, postergar para onze anos. Até hoje, foram apresentadas 22 emendas, mas nenhuma descaracteriza a PEC", disse Mansueto, complementando que o governo só não está disposto a rever a proposta de redução das despesas em relação ao Produto Interno Bruto (PIB) no prazo de nove anos. O economista disse ainda esperar que as reformas contribuam para a recuperação do mercado de trabalho em 2017.