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Assessor do ex-deputado José Janene é alvo da Operação Lava Jato

(Foto: Arquivo - Rovena Rosa/ Agência Brasil) - Assessor do ex-deputado José Janene é alvo da Operação Lava Jato
(Foto: Arquivo - Rovena Rosa/ Agência Brasil)

A 29ª fase da Operação Lava Jato, intitulada de Operação Repescagem, está relacionada com investigações de crimes de formação de quadrilha, lavagem de dinheiro e corrupção passiva e ativa envolvendo esquema de propina na Petrobras. Desta vez, um dos alvos é João Claudio Genu, assessor do ex-deputado federal José Janene, morto em setembro de 2010.

O assessor foi, juntamente com o parlamentar, denunciado na ação penal do Mensalão. Ele foi acusado de sacar cerca de R$ 1,1 milhão em espécie das contas da empresa SMP&B Comunicação Ltda., controlada por Marcos Valério Fernandes de Souza. Os valores, oriundos de propina, foram repassados para parlamentares do Partido Progressista.

A Polícia Federal esclarece que o assessor foi condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) por corrupção e lavagem de dinheiro, mas houve prescrição quanto à corrupção. Posteriormente, ele foi posteriormente absolvido do crime de lavagem de dinheiro no julgamento dos sucessivos embargos infringentes sob o argumento de atipicidade.

No entanto, a PF reitera que surgiram elementos probatórios que apontam a participação do assessor no esquema de propinas na Petrobras, no âmbito da Operação Lava Jato. As investigações apontam que ele continuou recebendo repasses mensais de propina, mesmo durante o julgamento do Mensalão e após ter sido condenado. O assessor recebeu estes valores pelo menos até 2013.

Policiais federais cumprem, nesta fase da Operação Lava Jato, seis mandados de busca e apreensão, um mandado de prisão preventiva e dois mandados de prisão temporária nas cidades de Brasília, Rio de Janeiro e Recife.

Os presos e o material apreendido serão encaminhados para a superintendência da PF em Curitiba. Outros detalhes da operação serão repassados ainda nesta segunda-feira pela PF.

Fazia 41 dias que a força-tarefa da Lava Jato não deflagrava uma operação. A última fase teve como alvo o ex-senador Gim Argello

Colaboração Polícia Federal