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Braga diz que retornará ao Senado e manterá coerência política

(Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/ Agência Brasil) - Braga diz que retornará ao Senado e manterá coerência política
(Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/ Agência Brasil)

Diante dos avanços do processo de impeachment no Congresso, o ministro de Minas e Energia, Eduardo Braga (PMDB-AM), entregará sua carta de demissão à presidente Dilma Rousseff na tarde de desta quarta-feira, 20. Em conversa com o Broadcast, serviço de notícias em tempo real da Agência Estado, o ministro, que ocupa o cargo desde janeiro de 2015, afirmou que tomou a decisão por iniciativa própria, mas se disse consciente das mudanças pelas quais passa a política brasileira.

"Acho que cumpri minha etapa aqui. Foi uma iniciativa minha. Ela (presidente Dilma) insistiu bastante pela permanência. Acho que fizemos vários avanços, resolvemos muitos dos problemas", afirmou.

Questionado se a decisão tinha relação com o avanço do processo de impeachment no Congresso, Braga respondeu: "Claro. Não vivo no mundo da lua, vivo no Brasil. Acho que o cenário político se deteriorou muito", afirmou.

Braga também destacou que pode dar andamento aos projetos no setor de Minas e Energia a partir de sua atuação como senador. "Acho que a decisão do meu setor passa pelo cenário político. Manterei a minha coerência política, mas acho que é hora de retornar ao Senado", disse.

Na votação do processo realizada no último domingo na Câmara, a bancada do Amazonas, reduto eleitoral do ministro, votou 100% pelo afastamento de Dilma. Segundo Braga, a carta com pedido de demissão deverá ser distribuída à imprensa ao longo do dia.

Além dele, o ministro de Portos, Helder Barbalho, também entregará na tarde desta quarta-feira o pedido de exoneração do cargo à presidente Dilma Rousseff. Tanto Barbalho quanto Braga são indicações da bancada do PMDB do Senado, que em sua maioria deve apoiar o processo de impeachment da presidente.