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Caciques do PSDB-SP ainda resistem a Doria

Faltando pouco mais de 15 dias para o primeiro turno da eleição em São Paulo, o candidato do PSDB, João Doria, receberá hoje uma gravação de apoio do presidente nacional do partido, Aécio Neves, mas não conseguiu atrair para seu palanque alguns dos principais quadros tucanos paulistas.

Além do depoimento do senador mineiro, que será usado no horário eleitoral, apenas o governador Geraldo Alckmin, que é padrinho político de Doria, apareceu na TV ao lado do candidato tucano.

O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso prometeu que também gravaria uma participação, mas ainda não há previsão para que isso aconteça. Em caráter reservado, aliados de Doria dizem esperar que a promessa seja cumprida.

Amigo do vereador Andrea Matarazzo (PSD), candidato a vice na chapa de Marta Suplicy (PMDB), o ministro das Relações Exteriores, José Serra, se mantém distante da eleição na capital e sinalizou que não ajudará o candidato do seu partido no primeiro turno. O senador Aloysio Nunes participou da convenção que oficializou a candidatura, em julho, mas não se envolveu mais na campanha.

Autor de um processo contra Doria no Ministério Público Eleitoral nas prévias da sigla, o também senador José Aníbal, presidente do Instituto Teotônio Vilela, deu sinais de que também não pretende abrir pontes.

Já o ex-governador Alberto Goldman, vice-presidente nacional do PSDB, tem atuado abertamente contra Doria.

"O presidente Fernando Henrique Cardoso disse de forma clara que apoia e gravará um vídeo. O senador Aloysio Nunes participou da convenção e fez um discurso brilhante", disse Doria. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.