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Caiado quer barrar proposta de separar votação da condenação e inabilitação

O senador Ronaldo Caiado (DEM-GO) disse que vai barrar a estratégia do PT de propor duas votações distintas no plenário no julgamento final do impeachment da presidente afastada Dilma Rousseff - uma sobre a condenação em si e outra sobre a inabilitação da petista pelos próximos anos.

"Isso não existe", afirmou o senador. "O Senado não tem o poder de definir a dosimetria da pena dada a um presidente cassado. É exatamente a perda do mandato e de suas condições políticas pelos quatro anos e a inabilitação também por quatro anos", afirmou. "Essa tese de que teríamos duas votações - uma tratando da cassação do mandato e outra discutindo a inabilitação - não procede", completou.

Segundo Caiado, o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Ricardo Lewandowski, convocou uma reunião para às 20 horas deste sábado para discutir as regras da sessão da próxima segunda-feira, quando a presidente afastada apresentará a sua defesa.

Caiado defende que os senadores tenham direito à réplica depois da resposta da presidente às questões. "O que acontece geralmente é que a resposta não tem nenhum nexo com a pergunta", afirmou. "Tira de quem está arguindo a ré a capacidade de poder avançar no raciocínio e esclarecer a sociedade que está nos ouvindo da falta de argumentos para responder a pergunta", disse.

Pelas regras definidas inicialmente, a presidente afastada terá 30 minutos para fazer uma exposição inicial e depois poderá ser interrogada pelos 81 senadores. Cada um terá cinco minutos para fazer perguntas, mas não há limite de tempo para resposta da presidente afastada. Os parlamentares não teriam direito à réplica, somente se forem citados nominalmente e se sentirem ofendidos.

Em ofício enviado ao Senado, Dilma avisou que virá acompanha de uma comitiva de mais de 30 nomes, entre eles o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Ela pediu uma sala reservada para ficar com o grupo e se preparar para audiência.