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Cardozo não participa de reunião ministerial no Palácio do Planalto

Empenhado na defesa do mandato da presidente Dilma Rousseff, o ministro da Advocacia-Geral da União (AGU), José Eduardo Cardozo, é uma das poucas ausências na reunião ministerial que acontece neste momento no Palácio do Planalto. Cardozo vai participar do terceiro bloco da sessão do impeachment no Senado, que deve ser apenas à noite. Ele terá o prazo de 15 minutos para falar. A ministra da Cidades, Inês Magalhães, que assumiu no lugar de Gilberto Kassab, também não está presente.

A reunião está sendo comandada pelo ministro do Gabinete Pessoal da Presidência, Jaques Wagner. A ideia é fazer um balanço das ações do governo e discutir o futuro das pastas com o iminente afastamento da presidente Dilma Rousseff ainda hoje pelo Senado. A presidente Dilma segue no Alvorada e ainda não há previsão se ela virá para o Planalto.

Participam da reunião os ministros: Eugênio Aragão (Justiça); Aldo Rebelo (Defesa); Mauro Vieira (Relações Exteriores); Fazenda (Nelson Barbosa); Antônio Rodrigues (Transportes); Kátia Abreu (Agricultura); Aloizio Mercadante (Educação); Juca Ferreira (Cultura); Miguel Rossetto (Trabalho e Previdência); Tereza Campello (Desenvolvimento Social); Valdir Simão (Planejamento); André Figueiredo (Comunicações); Izabella Teixeira (Meio Ambiente); Patrus Ananias (Desenvolvimento Agrário); Nilma Lino Gomes (Mulheres, Igualdade Racial, Juventude e Direitos Humanos); Ricardo Berzoini (Secretaria de Governo); Luiz Navarro de Brito (Controladoria-Geral da União); Alexandre Tombini (Banco Central); Edinho Silva (Comunicação Social); Carlos Gabas (Aviação Civil). Os ministros que ocupam a pasta interinamente - Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior; da Saúde; Casa Civil; Esportes; Ciência e Tecnologia e Integração Nacional - também estão presentes.

Da reunião ministerial poderá também sair a decisão sobre a alternativa de demissão coletiva. Mas a ideia, neste momento, é que cada um decida sobre a demissão, sem imposição da Presidência. Uma edição extra do Diário Oficial da União está programada para ser editada antes de a presidente Dilma deixar o Planalto, caso o Senado aprove a abertura do processo de impeachment.