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Citado em gravação, ex-ministro do STJ repudia 'ilações injuriosas'

(Foto: Nelson Jr./SCO/STF) - Citado em gravação, ex-ministro do STJ repudia 'ilações injuriosas'
(Foto: Nelson Jr./SCO/STF)

O ex-ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Cesar Asfor Rocha, divulgou nesta sexta-feira, 26, nota de esclarecimento na qual contesta que tenha sido procurado "em qualquer tempo e por qualquer pessoa" para tentar influenciar o ministro Teori Zavascki, relator da Operação Lava Jato no Supremo Tribunal Federal (STF). Novas conversas gravadas pelo ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado, com o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), e o ex-presidente da República José Sarney (PMDB-AP), indicam articulações dos peemedebistas para tentar influenciar o ministro Teori Zavascki.

Em um dos trechos de uma conversa entre Sarney e Machado, no dia 10 de março, o ex-presidente diz que vai conversar com Asfor Rocha como alguém que teria proximidade com Teori.

"A respeito da transcrição de gravações que teriam sido feitas pelo ex-presidente da Transpetro, Sérgio Machado, com alguns políticos, o advogado Cesar Asfor Rocha contesta terminantemente que tenha sido procurado, em qualquer tempo e por qualquer pessoa, para tratar dos assuntos aludidos", diz a nota enviada por sua assessoria.

O ex-ministro "nega, com igual veemência", que tenha tido conversas sobre o tema com qualquer ministro do Supremo Tribunal Federal ou com qualquer outro magistrado. "Repudia, por fim, as ilações injuriosas precipitadamente extraídas da simples menção a seu nome em conversas de terceiros", completa.

No diálogo do dia 10 de março, Sarney responde a uma preocupação manifestada por Machado em relação à possibilidade de virar réu na primeira instância. O ex-presidente da Transpetro indica que, nesse caso, poderia negociar uma contribuição premiada. "Porque realmente, se me jogarem para baixo (passando a ficar sob a alçada do juiz Sérgio Moro) aí Teori ninguém consegue conversar", diz Machado.

Sarney sugere o nome do ex-ministro do STJ. "(Cesar Asfor Rocha) Tem total acesso ao Teori. Muito, muito, muito, muito acesso, muito acesso. Eu preciso falar com o Cesar. A única coisa com o Cesar, com o Teori é com o Cesar."

Teori foi ministro do STJ antes de ser nomeado por Dilma para o Supremo. Asfor Rocha presidiu o STJ e, em 2009, concedeu uma liminar que barrou a Operação Castelo de Areia. A operação apurou um suposto esquema de evasão de divisas, lavagem de dinheiro, crimes financeiros e repasses para políticos envolvendo executivos da empreiteira Camargo Corrêa.