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Citado em planilhas da Odebrecht, prefeito de Campinas nega doações ilegais

O prefeito de Campinas, Jonas Donizette (PSB), negou, nesta quarta-feira, 23, que tenha recebido doações não contabilizadas na campanha pela Prefeitura em 2012. Donizette é um dos citados na planilha apreendida pela Polícia Federal na casa de Benedicto Barbosa, alto executivo da Odebrecht, com o nome de mais de 200 políticos de 18 partidos que teriam recebido contribuições da construtora. Na lista, constam R$ 300 mil que teriam sido pagos em 2012, sendo R$ 150 mil da Odebrecht Infraestrutura e outros R$ 150 mil da Odebrecht Realizações Imobiliárias. Donizette, que está na França em busca de recursos para implantar um polo de pesquisas em agronegócios, divulgou uma nota oficial nesta quarta.

Segundo o texto, não houve dinheiro da Odebrecht para a campanha de 2012, cujas contas foram aprovadas sem ressalvas pela Justiça Eleitoral. Também ressalta que a Prefeitura de Campinas, na atual gestão, "não firmou e não tem nenhum contrato em vigor com a Odebrecht." Donizette também informou no comunicado que a sua campanha recebeu "R$ 6.462.775,01. Deste valor, R$ 2.985.000,00 vieram do Diretório Nacional do Partido Socialista Brasileiro (PSB) e outros R$ 1.110.000,00 do Diretório Estadual".

Nenhuma contribuição das empresas do grupo Odebrecht consta da prestação de contas do prefeito apresentada ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). As únicas doações de R$ 150 mil para a campanha são da Gencons Avant Gard Empreendimentos, com sede em Paulínia, e Pav-Mix, empresa do Grupo GNT, também com sede em Campinas.

O prefeito foi uma das principais lideranças em São Paulo da campanha à Presidência do ex-governador Eduardo Campos (PSB), morto em 2014, que também aparece na lista. Outros dois prefeitos e dois ex-prefeitos da região de Campinas estão na planilha. São eles José Pavan Júnior (PSB), prefeito de Paulínia, Cristina Carrara (PSDB), prefeita de Sumaré, Edson Moura (PMDB), ex-prefeito de Paulínia, e Pedro Serafim (PRB), ex-prefeito de Campinas.