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Comissão Processante notifica vereador Galdino, que agora tem 10 dias para se defender da acusação

(Foto: Divulgação/CMC) - Galdino é notificado e tem 10 dias para apresentar defesa
(Foto: Divulgação/CMC)

O vereador Professor Galdino (PSDB) foi notificado na segunda-feira (3), da abertura de uma Comissão Processante contra ele na Câmara de Vereadores. Galdino é investigado por suspeita de ter assediado a vereadora Carla Pimentel (PSC) no dia 14 de setembro. A partir da notificação, ele tem 10 dias para apresentar a defesa prévia para a Comissão analisar os documentos e analisar se o processo de cassação do mandato terá sequência ou será arquivado. A decisão da Comissão, deverá ser submetida ao plenário.

“Inocente”

Durante a votação sobre a aprovação da justificativa de sua ausência na sessão do dia 14 de setembro e o abono das faltas nas sessões seguintes, Galdino comentou brevemente a acusação na primeira vez que se manifestou na tribuna da Câmara Municipal após o episódio.  

“Não vou entrar no mérito do meu problema com a vereadora, isso ficará para a comissão [processante] instalada. Provarei minha inocência. Só terminei meu depoimento às cinco da tarde”, disse.

Entenda o caso

No dia 14 de setembro, Carla Pimentel relatou em plenário ter sido agredida pelo Professor Galdino na Sala dos Vereadores, dentro do Palácio Rio Branco, diante de outros cinco parlamentares, por volta das 9h30 (Bruno Pessuti, Jonny Stica, Rogério Campos, Beto Moraes e Helio Wirbiski). Ela se queixou que, durante uma conversa sobre material de campanha com os colegas, recebeu do acusado um “santinho” (panfleto eleitoral) e o guardou consigo, mas que no momento seguinte o vereador tentou reaver à força o papel, “se jogando por cima da mesa” e apalpando-a.

A Guarda Municipal foi chamada e conduziu Galdino ao 1º Distrito Policial, para onde também se encaminharam a denunciante e três das testemunhas. Durante as oitivas, o caso foi transferido à Delegacia da Mulher, onde o denunciado foi liberado no fim da tarde após assinar um termo circunstanciado de ocorrência de “vias de fato” e “importunação ofensiva ao pudor”. Na ocasião, ele negou a acusação e alegou que era “armação”. “Foi um circo armado” e “esses vereadores são meus adversários e estão desesperados porque não terão votos” também foram coisas ditas pelo vereador. Há uma audiência marcada para o dia 21 de outubro, no Juizado Especial.

Colaboração Câmara de Vereadores de Curitiba