23°
Máx
12°
Min

Impeachment! Como votam os Deputados Federais e Senadores paranaenses?

- Como votam os Deputados Federais e Senadores paranaenses?

Nesta quarta-feira (16), o Supremo Tribunal Federal (STF) julgará o recurso da Câmara dos Deputados contra a decisão das regras para a tramitação do pedido de impeachment da presidente Dilma Rousseff. Em dezembro do ano passado, os ministros do STF se posicionaram contra a votação secreta para a escolha dos deputados que vão integrar a comissão especial que analisará o processo de impeachment. Além disto, determinaram que o Senado pode recusar a abertura do processo, mesmo que a Câmara faça isto.

O Portal Massa News entrou em contato com todos os 30 Deputados Federais e três Senadores que representam o Paraná para saber qual a opinião de cada um deles sobre o impeachment de Dilma. Entre os deputados federais, 19 são a favor do impeachment da presidente Dilma, 3 são contra e 1 se declarou indeciso. Outros 3 preferiram não se pronunciar neste momento. Quanto aos senadores, Álvaro Dias (PV) se manifestou a favor e a Gleisi Hoffmann (PT) disse ser contra. A reportagem não obteve retorno, até a publicação desta matéria, de sete deputados e do senador Roberto Requião (PMDB).

Confira abaixo a posição de cada Deputado Federal e Senador que representam o Paraná no Congresso Nacional


A favor

  • Alex Canziani (PTB)
  • Alfredo Kaefer (PSL)
  • Christiane Yared (PTN)
  • Dilceu Sperafico (PP)
  • Evandro Roman (PSD)
  • Giacobo (PR)
  • Luciano Ducci (PSB)
  • Luiz Carlos Hauly (PSDB)
  • Osmar Serraglio (PMDB)
  • Fernando Francischini (SD)
  • Valdir Rossoni (PSDB)
  • Rubens Bueno (PPS)
  • Sandro Alex (PPS)
  • Edmar Arruda (PSC)
  • Leandre (PV)
  • Luiz Nishimori (PR)
  • Senador Álvaro Dias (PV)
  • Marcelo Belinati Martins (PP)
  • Leopoldo Meyer (PSB)
  • Leopoldo Meyer (PSB)

Contra

  • Aliel Machado (REDE)
  • Enio Verri (PT)
  • Zeca Dirceu (PT)
  • Senadora Gleisi Hoffmann (PT)

Indeciso

  • Sérgio de Souza (PMDB)

Não vai se pronunciar no momento

  • Ricardo Barros (PP)
  • Antonio Wandcheer (PROS)
  • Assis do Couto (PDT)

Não retornaram até a publicação dessa matéria

  • Diego Garcia (PHS)
  • Hermes Parcianello (PMDB)
  • João Arruda (PMDB)
  • Leopoldo Meyer (PSB)
  • Nelson Meurer (PP)
  • Hidekazy Takayama (PSC)
  • Senador Roberto Requião (PMDB)

Parte dos deputados e senadores já vem se posicionando publicamente quanto ao tema, especialmente nas redes sociais. Muitos eleitores estão questionando os parlamentares quanto às suas posições sobre o impeachment. A cobrança já vinha acontecendo nos últimos meses, mas se intensificou há duas semanas, com a mobilização para a manifestação do último domingo (13). Alguns deputados respondem as perguntas; outros preferem deixar apenas as perguntas dos eleitores em suas páginas.

Os deputados federais que são a favor do impeachment salientam a dificuldade do atual cenário do país, tanto na área política quanto na econômica, para justificar a saída da presidente. “(Sou a favor) em função das notícias, das denúncias e das delações envolvendo a presidente. Além disso, Dilma não tem condição política de conduzir o brasil. A economia está piorando e ela não tem condições de aprovar o que o país precisa”, afirmou o deputado Alex Canziani (PTB).

O deputado Valdir Rossoni (PSDB) esclareceu que é a favor do afastamento de Dilma. “Pelo o que se viu nas últimas manifestações, ela deveria renunciar o quanto antes. Mas se isso não acontecer, vamos votar e aprovar o impeachment. É deste lado que está a oposição”, considerou.

A deputada Christiane Yared (PR) contou, em sua página no Facebook, que vem sendo muito questionada sobre o atual governo. “Diante dos últimos acontecimentos, não posso me omitir e desconsiderar a opinião da grande maioria daqueles que confiaram em mim. Não vejo mais condições de governabilidade para a equipe atual. Sempre deixei claro que apoiaria o afastamento do atual governo caso houvesse maiores justificativas. Vejo agora que a insatisfação dos brasileiros e o acirramento da crise política e econômica são razões mais que suficientes para apoiar a mudança”, indicou.

Outro deputado do PR que também é a favor do impeachment é Luiz Nishimori. Afirmou que todas as notícias envolvendo o governo e o cenário político e econômico embasam esta posição. “O país está um caos. A dificuldade econômica é causada 100% pela questão política. Quando a situação não vai bem, temos que analisar todos os fatos. E o Congresso deve fazer isto. Depois das manifestações de domingo, com o povo pedindo, não podemos deixar de analisar o impeachment e fazer uma votação imediata”, declarou.

Evandro Rogerio Roman (PSD) é apoia o impeachment de Dilma. “Como deputado federal, prestei meu apoio as manifestações que ocorreram neste domingo (13) em um grito contra a corrupção que assola o nosso país. Acredito que corrupção não tem partido, tem corrupto e corruptores”, comentou.

O deputado Luciano Ducci (PSB) também defende o impeachment da presidente da República e a realização de novas eleições para este cargo e o de vice-presidente. “Está claro que a legitimidade e a capacidade de governar se exauriram. É preciso passar o país a limpo”, opinou.

Outro deputado que se manifestou a favor do impeachment foi Luiz Carlos Hauly (PSDB). “Por todas as pedaladas, por toda essa peça teatral, pela destruição da Petrobras, por toda a corrupção generalizada que acabou derrubando o país. Por causa de Dilma. Ela é a culpada. É claro que tem outros, mas ela é culpada”, analisou.

Alfredo Kaefer (PSL) se declarou a favor do impeachment de Dilma. “Neste momento, mantenho a minha posição de ser favorável ao impeachment. Já declarei que poderia até mudar de opinião se acontecesse algo positivo, mas me parece que nada vai mudar para melhor”, analisou. Ele ressalta que também é necessário verificar quais os planos do vice-presidente Michel Temer, que assumiria a presidência em caso de impeachment, para uma resposta imediata com o objetivo de reverter o atual cenário da economia.

O deputado federal Dilceu Sperafico (PP) declarou ser a favor do impeachment porquê foi a presidente quem impôs a crise política, econômica e moral sem precedentes ao País. “Cometeu muitos erros e perdeu a confiança da população e o respeito das instituições públicas e privadas. Infelizmente ou não, somente com a sua saída o Brasil poderá revisar a postura governamental, corrigir erros, moralizar a função pública, resgatar a confiança da sociedade e dos setores produtivos para retomar o desenvolvimento econômico e social”, revelou, por meio de nota.

O senador Álvaro Dias (PV) se posicionou a favor do impeachment da presidente. “As investigações da Operação Lava-Jato mostraram que o governo foi o responsável por um verdadeiro assalto aos cofres públicos, e porque o país foi vítima de estelionato eleitoral. A então candidata Dilma vendeu, na campanha eleitoral, um cenário econômico oposto ao terror que estamos vivendo”, relatou.

Os deputados federais pelo Paraná que são contra o impeachment da presidente destacam que não existem provas de ilegalidades ou crimes que pesam contra Dilma. “Na Constituição só existe previsão de impeachment em caso de crise por parte do presidente e, até hoje, não existe sequer uma única prova de uma única ilegalidade cometida por Dilma. Governo mal avaliado não está previsto em lei alguma para motivo para impeachment. Sendo assim, seria uma ilegalidade. Um golpe”, falou o deputado Zeca Dirceu (PT).  

O deputado Enio Verri (PT) se posicionou na mesma linha. “Não pesa contra ela uma única suspeita de crime de responsabilidade, motivo pelo qual se justificaria uma investigação e, possivelmente, um processo de impeachment. Também sou contra porque respeito as instituições democráticas, conquistadas a duras penas pela população brasileira. A oposição também deveria respeitar e aguardar 2018, quando, aí sim, estará aberta a disputa, via eleição direta, à Presidência da República”, apontou.

Aliel Machado (REDE), por meio de nota, informou que “até o momento, sou contra até que haja algum crime de responsabilidade comprovado”.

Alguns deputados preferem não se manifestar neste momento e aguardam o desenrolar do processo de impeachment para emitir suas opiniões a respeito do tema. “Vamos aguardar que a Dilma faça a sua defesa na Câmara, e o relator fizer o relatório. Vou responder sim ou não ao relatório. Enquanto isso, não posso dar opinião”, declarou o deputado federal Ricardo Barros (PP).

O deputado Antonio Wandscheer (PROS) informou, por meio de assessoria de imprensa, que não vai se pronunciar sobre o tema nesta semana. O deputado federal Assis do Couto (PDT) foi procurado pela reportagem e, por meio de assessoria, informou que não responderia ao questionamento.

O único que se declarou indeciso foi o deputado Sérgio de Souza (PMDB), por meio de assessoria de imprensa.

(Foto: Marcelo Camargo / Agência Brasil)

(Arte final: Massa News)