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Comunidade questiona abandono de obra do Centro Cultural, mas Prefeitura não se posiciona

Prefeitura não explica obra de Centro Cultural abandonada na CIC

Era para ser um Centro Cultural, com um projeto bem bacana que deveria agregar os moradores, oferecer ensinamentos, entretenimento e cultura à população. Mas, a realidade está muito distante disso tudo e o que se vê, atualmente no local onde o Centro Cultural Multiuso da Vila Nossa Senhora da Luz, na Cidade Industrial de Curitiba, deveria estar em funcionamento, é abandono, descaso, sujeira e moradores tristes e até mesmo receosos com a situação. De acordo com um líder comunitário da localidade, Haroldo Marconi, hoje as pessoas sentem medo em relação ao ‘Centro’. “Tem de tudo que não devia ali, bandidagem, usuários de drogas, matagal, sujeira, menos cultura”, diz.

Ele relatou que a comunidade sofre e que não entende o que aconteceu no meio do caminho, já que em 2012, a verba de R$ 2,1 milhões foi liberada e a construção iniciada. “O projeto para a construção do Centro Cultural é de 2010, entrou no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) do Governo Federal, que incluía projetos culturais para comunidades de baixa renda”, diz. “Em 2012, a administração municipal recebeu a verba de pouco mais de R$ 2 milhões, uma empreiteira foi contratada e a obra começou”, acrescenta.

Começou, mas não evoluiu, parou logo em seguida e desde então, abandono é a palavra que define. “Na época, os funcionários da empreiteira chegaram a ficar morando ali, mas não receberam e tiveram que deixar de construir”.

Conforme o representante da comunidade, nenhuma explicação sobre o que aconteceu foi repassada pela Administração Pública. “Ninguém sabe onde a verba foi parar, ninguém explica porque parou e, ninguém apresenta uma solução”.

Entulho

Além do uso indevido do local como esconderijo para uso de drogas e bandidagem, os moradores temem pela saúde. “É muita sujeira, em época de dengue e outras doenças transmitidas pelo mosquito, a obra abandonada é um paraíso para a proliferação de doenças”.

A reportagem solicitou via e-mail, à Assessoria de Comunicação da Cohab (Companhia de Habitação Popular de Curitiba), um posicionamento sobre o caso, uma vez que a Assessoria de Comunicação da Prefeitura, afirmou que a responsabilidade sobre o caso é da Cohab, subordinada à Prefeitura. No entanto, até o fechamento desta matéria, nenhum retorno por parte da Administração Pública foi repassado.

Essa situação não vem de hoje. Moradores, lideranças, imprensa, vereadores, todos já cobraram um posicionamento da Prefeitura, mas ninguém conseguiu respostas. E, se não há resposta, também não há solução para o problema. Enquanto isso, os moradores, que pagam seus impostos e que tem direito garantido por lei à cultura, ficam expostos a este tipo de problema, sem o Centro Cultural e correndo riscos.