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Confira os detalhes do primeiro debate entre candidatos para a prefeitura de Curitiba

(Foto: Lucas Karas/Massa News) - Confira os detalhes do debate entre candidatos para a prefeitura
(Foto: Lucas Karas/Massa News)

O primeiro debate entre candidatos para a prefeitura de Curitiba nas eleições de 2016 foi realizado na noite desta segunda-feira (22), na TV Bandeirantes. Ademar Pereira (Pros), Afonso Rangel (PRP), Maria Victoria (PP), Ney Leprevost (PSD), Gustavo Fruet (PDT), Rafael Greca (PMN), Requião Filho (PMDB), Tadeu Veneri (PT) e Xênia Mello (PSOL) participaram do debate, que durou duas horas e meia.

O debate foi dividido em quatro blocos, com intervalo de três minutos cada. Nos três primeiros blocos, os candidatos responderam a perguntas realizadas pelos próprios candidatos. A ordem das perguntas foi definida por meio de um sorteio, realizado antes do debate.

O primeiro a perguntar foi o candidato Ney Leprevost (PSD). Durante o primeiro bloco, os temas discutidos foram a dívida pública atual de Curitiba, educação integral e infantil, transporte público – especialmente sobre o VLP, ou veículo leve sobre pneus, e o metrô –, a situação dos moradores de rua no município, a segurança na capital, promessas antigas de campanha e problemas de candidatos com a Justiça.

Na segunda parte do debate, quem começou perguntando foi Afonso Rangel (PRP). O primeiro tema debatido foi sobre acessibilidade em Curitiba. Na sequência, os candidatos discutiram novamente sobre segurança pública, em especial o combate contra o tráfico de drogas na capital. Cultura, saúde, o bairro Tatuquara e até o envolvimento de candidatos na operação Lava Jato também foram temas de debate.

O terceiro bloco começou com um direito de resposta para sete candidatos, depois de uma afirmação da candidata Xênia Mello (PSOL), que afirmou ser a única ali que não tinha parentes políticos e que não era investigada na Lava Jato. Todos negaram o envolvimento com práticas de corrupção e alguns ressaltaram que também não possuem parentes na política. Apenas Requião Filho não pediu direito de resposta.

Na sequência, a discussão esquentou um pouco. O transporte público de Curitiba voltou à pauta do debate e os candidatos começaram a trocar acusações, provocações e algumas “indiretas”. A conservação e a iluminação pública da cidade, além de propostas voltadas para o público LGBT de Curitiba também foram debatidas durante a terceira parte.

 No quarto bloco, cada um dos candidatos teve um minuto e 30 segundos para se apresentar, falar sobre as propostas para Curitiba e pedir o voto do eleitor. Além disso, o candidato Rafael Greca (PMN) pediu um direito de resposta, que foi negado pelo departamento jurídico da TV Bandeirantes. Depois das considerações de todos os candidatos, o debate foi encerrado por volta da meia-noite e meia. 

ALGUMAS FRASES DOS CANDIDATOS:

Ney Leprevost (PSD): salientou que o projeto do ônibus inter-hospitais é seu. Disse que ninguém mais tem tranquilidade para andar nas ruas e que a prefeitura deve fazer a sua parte. Ney garantiu que como prefeito não ficará reclamando do governo do estado e que fará sua parte. Prometeu criar a Unidade de Combate ao Crack.

Maria Victoria (PP): inaugurou o debate falando de educação, destacou que só existem três escolas municipais integrais em Curitiba. Diz que é preciso reintegrar o transporte metropolitano e que será uma iniciativa imediata da de sua gestão. Destaca que 74% da população usa o transporte e, portanto, é necessário mais agilidade e as tarifas de pico. Mostrou-se a favor do UBER. Relembra que muitos guardas municipais que passaram em concurso ainda não foram chamados.

Afonso Rangel (PRP): diz que o orçamento da educação é suficiente para trazer para a cidade uma educação do primeiro mundo. Ele acha que o transporte é caro e considera possível diminuir o preço.

Rafael Greca (PMN): revela que Fruet extinguiu vagas das creches e diz que conseguirá aumentar o número de vagas já no primeiro ano. “Curitiba não é para principiantes”, afirmou. Greca resgata seus feitos como o vale-creche. Greca destaca que é ficha limpa e que foi absolvido em todos os processos que moveram contra ele, diz que suas obras falam por ele. Sobre cultura Greca destacou vários pontos turísticos da cidade que possam ser usados como complementação da educação, que é preciso a utilização dos espaços públicos.

Requião Filho (PMDB): critica a FAS. Mas diz que os centros de recuperação são ótimos. Cursos e incentivos são necessários para os moradores de rua. Falou que não basta cortar o mato e pintar muros para ter uma boa saúde pública, é preciso também ter banheiros limpos. E garante que temos bons médicos e enfermeiros. Requião também falou que os artistas sofrem e não recebem “carinho”.

Tadeu Veneri (PT): “Segurança não se faz só com discurso”. Veneri defende a integração entre as Polícias Civil e Militar e Guarda Municipal, mostra-se categoricamente contra a repressão. Considera a passagem de ônibus cara, relembra a desintegração que ocorreu no governo Fruet.

Gustavo Fruet (PDT): se defende da dívida que o município tem e usou o tempo para falar dos feitos de seu governo na área da educação. Contradizendo os candidatos, Fruet disse que investiu em educação e que 84% das crianças passam o dia inteiro nas escolas. Lamenta que os candidatos se equivocaram com dados referente à segurança. Fruet se defende da pauta do transporte público culpando o governo de estado.

Xênia Mello (PSOL): destacou que é a única candidata que usa os serviços públicos. Disse que é a única candidata que não está envolvida na Lava Jato, através dos partidos. Lembrou que Fruet fechou mais de 40 berçários.