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Conselheiros defendem representação na PGR para apurar falsificação de assinatura

O vice-presidente do Conselho de Ética da Câmara, deputado Sandro Alex (PPS-PR), sugeriu que seja encaminhado à Procuradoria Geral da República (PGR) a denúncia de que houve a adulteração da assinatura do deputado Vinícius Gurgel (PR-AP) na noite da aprovação da continuidade do processo disciplinar contra o presidente da Casa, Eduardo Cunha (PMDB-RJ). O deputado disse que o colegiado pode ter sido vítima de um crime e que Gurgel precisa se explicar ao grupo.

O jornal Folha de S.Paulo consultou dois peritos que atestaram a falsidade da assinatura de Gurgel. O parecer contra Cunha foi aprovado por 11 votos a 10.

Além de inquérito na PGR, Sandro Alex quer abertura de sindicância para averiguar se a Secretaria Geral da Mesa realmente revisou a assinatura do parlamentar. "Temos de abrir uma sindicância para apurar se os técnicos realmente revisaram a assinatura", pregou.

O líder do PSOL, Ivan Valente (SP), defendeu a representação na PGR e uma ação contra Gurgel por quebra de decoro parlamentar. "O resultado (da votação) está mantido, mas medidas serão tomadas aqui", disse. "Quero manifestar aqui minha indignação e vergonha se isso se confirmar. Fraudar um documento é algo de fato chocante", disse o deputado Betinho Gomes (PSDB-PE).

Gurgel chegou por volta das 11h30 à reunião administrativa, após os conselheiros cobrarem sua presença no encontro. Nenhum aliado de Cunha se manifestou até agora sobre o episódio.