23°
Máx
12°
Min

Conselho de Ética acata mais uma denúncia contra Professor Galdino

(Foto: CMC) - Mais uma denúncia contra Galdino é acatada
(Foto: CMC)

A junta de instrução do Conselho de Ética da Câmara de Vereadores de Curitiba, se reuniu nesta quinta-feira (1), e emitiu parecer pelo recebimento de queixa de assédio moral contra o vereador Professor Galdino (PSDB), em denúncia feita por servidores da Casa.

A denúncia contra o vereador foi efetuada após um pronunciamento dele na sessão plenária de 29 de agosto, na qual o parlamentar usou palavras chulas para designar servidoras da Diretoria de Comunicação do Legislativo. Galdino insinuou que uma jornalista teria espalhado a “falsa notícia” que ele estaria inelegível. “Espero que essa fulana se retrate da ‘cagada’ que fez senão vai continuar...”, continuou.

A defesa de Galdino à junta de instrução, apresentada pela advogada Miriam Bispo Cardoso Carvalho, pediu o arquivamento da denúncia. O documento afirma que “a profissional foi incauta ou ingênua ao agir como uma iniciante [ao fazer o questionamento durante o evento da Escola do Legislativo], que se deixou levar por uma reportagem 'furada' e equivocada, daí se justificar a expressão do vereador”.

Já o parecer da relatora da junta de instrução afirma que “não se vê como impróprio o questionamento trazido pela servidora, tendo em vista que o tema [inelegibilidade de Galdino] foi alvo de ação de impugnação de registro de candidatura apresentada pelo Ministério Público, em relação ao candidato irmão, que ao final teve seu nome alterado para Edu Galdino”. “O Código de Ética determina que são deveres dos vereadores tratar com respeito, urbanidade e independência os colegas, as autoridades, os servidores da Casa e os cidadãos com os quais mantenha contato no exercício da atividade parlamentar”, acrescenta.

O texto da defesa de Galdino ainda contesta a afirmação da Corregedoria “de que no caso em tela a imunidade deve ser vista em ressalva”. Quanto à acusação, alega que “não assistiu razão” à Diretoria de Comunicação “quando, através da suavização dos fatos que antecederam o discurso do vereador, pretendem assim dizer que este agiu de forma gratuita, 'absurda', 'infundada' e 'ofensiva', pois assim não foi”.

Outro caso

Já em relação a outra denúncia contra Galdino, no qual a vereadora Carla Pimentel o acusa de assédio, a Comissão Processante da Câmara Municipal se reunirá nesta sexta-feira (2), às 9h, na sala anexa ao Palácio Rio Branco. Os vereadores querem ouvi-lo sobre a suposta agressão ocorrida na sessão de 14 de setembro. Na última vez em que ele foi chamado para depor, dia 11 de novembro, sua advogada de defesa apresentou um atestado médico que o afastava das atividades laborais por 14 dias.

Colaboração Câmara de Vereadores de Curitiba