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Cotado para Saúde diz que é arriscado PP definir ministérios antes de Executiva

Cotado para assumir o Ministério da Saúde no lugar do deputado Marcelo Castro (PMDB-PI), o também deputado Ricardo Barros (PP-PR) afirma que não tem participado das negociações em torno das mudanças no governo Dilma e ressalta ser "arriscado" uma indicação do PP antes de a legenda decidir pelo rompimento ou não com o Palácio do Planalto.

"Não fui convidado nem pelo partido nem pelo governo para as conversas. Estou vendo que há uma especulação grande, mas não estou interessado em saber porque o partido se reuniu na última semana e decidiu que fará uma reunião da Executiva para definir se permanece ou não no governo. Até que essa reunião aconteça, não vejo nenhuma possibilidade de se tomar uma deliberação como essa", disse Barros ao Broadcast, serviço de notícias em tempo real da Agência Estado.

Segundo ele, em meio ao racha do PP, o presidente do partido, senador Ciro Nogueira (PI), ainda não agendou o encontro da Executiva Nacional, que tratará sobre um possível desembarque da legenda.

A bancada no Congresso está dividida entre aqueles que defendem que a reunião ocorra antes da conclusão do processo de impeachment da presidente Dilma na comissão especial da Câmara e aqueles que só querem tratar do assunto após essa etapa.

"Não tem uma data marcada. Mas não me parece que vá acontecer alguma decisão sobre ministérios sem antes haver essa reunião da executiva. Seria muito arriscado o partido tomar uma decisão que depois pode não ter apoio da maioria", considerou Barros.

Questionado se aceitaria assumir um posto no primeiro escalão no governo Dilma, o deputado ressaltou que recebeu um convite anterior, feito pelo governador do Paraná, Beto Richa (PSDB), para assumir a Secretaria de Planejamento e Coordenação Geral do Estado. Atualmente, o cargo é ocupado por Silvio Barros, irmão do deputado. Silvio deverá deixar a secretaria para se dedicar à candidatura à prefeitura de Maringá.

"Por enquanto, tenho apenas o convite para ser secretário, que aceitei. Minha mulher é vice-governadora, vai assumir o governo, vai concorrer ao governo. Minha filha é candidata à prefeitura da capital, meu irmão, de Maringá. Então, tenho uma tarefa muito importante no Estado neste momento, que vai me ajudar num futuro de projeto político", afirmou Ricardo Barros.

Diante da falta de avanços nas negociações a respeito dos ministérios ocupados pelo PMDB, que decidiu pelo desembarque da base governista na última terça-feira, a tendência é de que o governo adie para a próxima semana o anúncio das mudanças que pretende fazer no primeiro escalão.

Além do ministério da Saúde, o PMDB atualmente ocupa as pastas de Minas e Energia, Agricultura, Ciência e Tecnológica, Aviação Civil e Portos.