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Cunha reclama de PGR e diz haver 'perseguição clara e nítida' contra ele

O presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), ironizou nesta terça-feira, 3, os novos pedidos de investigação da Procuradoria-Geral da República (PGR) contra ele. O peemedebista voltou a reclamar de perseguição da PGR e disse que diariamente é um "absurdo diferente" que imputam a ele.

"A cada dia que passa, desde a votação do processo de impeachment, está havendo uma aceleração (de ações contra ele). Daqui a pouco até multa de trânsito vai ter abertura de inquérito contra mim. Estou achando que é uma ação política, uma perseguição clara e nítida, que vamos responder no seu tempo", declarou.

O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF), no dia 28 de abril, a inclusão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e dos ministros Jaques Wagner, Edinho Silva e Ricardo Berzoini no inquérito principal da Operação Lava Jato perante à Corte. Cunha integra a lista de pedidos de Janot.

O peemedebista também minimizou o pedido da Rede ao STF reforçando a solicitação da PGR pelo seu afastamento da presidência da Câmara. Cunha afirmou que a ação da Rede é inócua, já discutida na Corte, e que tecnicamente ele não é réu porque ainda há embargos para serem julgados.

Sobre seu processo por quebra de decoro parlamentar no Conselho de Ética, o peemedebista disparou contra o presidente do colegiado, deputado José Carlos Araújo (PR-BA), a quem acusou de cometer ilegalidades a cada dia para postergar o processo e se manter sob os holofotes.

Para Cunha, todos os procedimentos conduzidos por Araújo são anuláveis. "A cada dia temos um presidente do conselho que busca holofote para que amanhã eu tenha de recorrer. Eu recorrendo, (o processo) é modificado e aí vocês vão dizer que tem manobra. Esse é objetivo dele", argumentou.

Vice-presidente

Cunha tentou a todo custo esquivar-se de questionamentos sobre a possibilidade de assumir a Presidência interinamente caso Michel Temer ocupe a titularidade e venha se ausentar. "Não sou sucessor do presidente da República. Sempre estive na linha como sucessor eventual. Não comento hipótese", respondeu.

Ao falar sobre a adesão de novos partidos na base de apoio a um eventual governo Temer, Cunha lembrou que isso ajudaria na governabilidade e que ele apoiará a nova gestão. "Terá minha ajuda total", disse.