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CURITIBA ABANDONADA: Câmara encaminha à Prefeitura 15 pedidos de informações sobre obras abandonadas e problemas na cidade

(Foto: Divulgação) - CURITIBA ABANDONADA: Vereadores cobram respostas para vários problemas
(Foto: Divulgação)

Se para os vereadores os assuntos estão obscuros e precisam de esclarecimentos, imagina para os curitibanos que vêm sofrendo no dia a dia com os problemas. A Câmara de Vereadores enviou à Prefeitura de Curitiba, nada menos do que 15 pedidos de informação, sendo a maior parte deles de problemas graves ou de casos bastante antigos.

O primeiro pedido se refere a ‘obra abandonada na Cidade Industrial de Curitiba’. A obra abandonada é a Unidade de Saúde Campo Alegre. “Após realizar uma vistoria na Unidade de Saúde Campo Alegre na CIC que está abandonada, a Comissão de Saúde, Bem-Estar Social e Esporte formalizou no dia 1º de julho o requerimento que questiona o Executivo sobre o prazo de conclusão e entrega da obra. No documento, o colegiado pergunta as razões da paralisação e quais as medidas estão sendo tomadas para a regularização do projeto”. “O estado de abandono foi verificado in loco pelos vereadores. A obra paralisada tem causado prejuízo à paisagem local e serve de esconderijo e ponto de consumo de drogas, situação esta que incomoda aos vizinhos e moradores da região. Queremos compreender o problema e suas causas imediatas, para dar respostas à população de Curitiba no que diz respeito ao trato da coisa pública, e contribuindo para a gestão eficiente e satisfatória da saúde pública no município”, diz a justificativa.

Na sequência, vem o Laboratório desativado no Parolin. A informação solicitada pela Comissão de Saúde é sobre o imóvel onde funcionava o antigo laboratório municipal. No requerimento o colegiado pergunta sobre a situação jurídica do imóvel, quando ele foi desocupado e se há algum projeto para sua reutilização.

Os vereadores também querem saber quais os custos para reforma e revitalização da quadra poliesportiva localizada na Regional Santa Felicidade”. O pedido à administração municipal foi protocolado em 5 de julho. O documento justifica que a comunidade local anseia por melhorias no equipamento público.

A Prefeitura de Curitiba também receberá novo requerimento que pede dados sobre a elaboração do projeto de ampliação da capacidade de tráfego do Viaduto do Orleans. O pedido de informações foi apresentado na Casa no dia 5 de julho. Esta é a terceira proposição que trata do assunto que será enviada ao Executivo em 2016 – as outras duas foram protocoladas em fevereiro e maio.

Mais perguntas

Em relação a Cohab são pelo menos dois requerimentos que pedem informações como “quais as empresas garantidoras cadastradas para atender os condomínios dos conjuntos habitacionais da Cohab? Como é a forma de negociação das empresas com os condôminos? Qual é a taxa de juros aplicada a essa situação e qual o valor dos honorários cobrados?”, bem como quantos candidatos estão inscritos na fila da Cohab. “A fila é importante para ordenar o atendimento das famílias inscritas. Além de cumprir esta função, o cadastro é um instrumento fundamental no planejamento habitacional, porque é um indicativo concreto de demanda”, diz a justificativa da proposição.

Sobre as intervenções na Linha Verde, dois pedidos de informações foram encaminhados. Basicamente, sobre a previsão de término das obras na abertura do novo trecho da avenida da Integração e da trincheira da rua Fúlvio Alice, no Bairro Alto.

Duas solicitações referentes a videomonitoramentos também foram repassadas à Administração Pública. Uma delas, no dia 6 de julho, que pede o custo de implantação de quatro equipamentos de videomonitoramento na avenida Manoel Ribas, bairro Santa Felicidade, e na rua João Falarz, na CIC. A justificativa diz que tais dados vão ajudar na elaboração de emendas à Lei Orçamentária Anual (LOA) para 2017. O outro pedido, é sobre as câmeras de monitoramento PTZ, conhecidas como “speed home”, instaladas recentemente no centro da cidade. “Existe previsão de instalação em outros locais em 2016? As imagens gravadas pelas câmeras são armazenadas em qual departamento? Qual o valor de investimento para a instalação das câmeras?”, são as perguntas que ainda estão sem respostas.

Outro assunto importante e que os vereadores também aguardam resposta da prefeitura, é sobre os gastos que foram feitos com a produção e veiculação de campanhas publicitárias entre 2013 e 2016. “O requerimento solicita o detalhamento das despesas em 15 itens, entre eles produção de vídeos, material gráfico, blogs, placas, outdoors, spots para TV, conteúdo para internet e telemarketing”.

Rodoferroviária

Foram gastos milhões para a revitalização da Rodoferroviária, ainda naquele pacote das ‘obras da Copa do Mundo’, mas, “o projeto executado não é adequado ao clima da cidade, deixando os usuários sujeitos às chuvas e ventos fortes, o que tem gerado diversas reclamações”. A frase justifica o pedido de informações de 11 de julho, que questiona a revitalização da rodoferroviária de Curitiba, referente à cobertura da área do desembarque estadual; e sobre a possibilidade de alteração do projeto.

Bens, Upa e Cras

“Para ampliar o conhecimento acerca da comunidade e junto com a Câmara Municipal, pensar em estratégias de ampliação do atendimento do ensino à população”, foi protocolado requerimento que pede a lista de bens pertencentes ao município nos bairros Mercês e Vista Alegre.

Os atendimentos da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Boqueirão, também entram na listagem de questões a serem esclarecidas. Os vereadores, e a população, querem saber se “o número de profissionais é suficiente para atender a demanda, se as horas extras são pagas e sobre a qualidade e quantidade de monitores, camas, oxímetros, tomadas, eletrocardiogramas e medicamentos disponíveis no local”.

O Legislativo também quer saber, quando o Centro de Referência de Assistência Social (Cras), Moradias Paraná, do bairro Tatuquara, será reaberto. A solicitação é de moradores e ex-usuários que reclamam do fechamento da unidade há mais de dois anos, “sem nenhum aviso à comunidade”. “No momento, o local está abandonado”, completa a proposição. 

Colaboração Câmara de Vereadores de Curitiba