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Decisão sobre permitir ou não operação do Uber não é vista como prioritária por Fruet

(Foto: Maurilio Cheli/ SMCS) - CURITIBA ABANDONADA: Fruet não vê impasse Uber x Táxi como prioridade
(Foto: Maurilio Cheli/ SMCS)

Brigas, acidentes, confusões, carros tombados, passageiros obrigados a saírem do veículo, ameaças. O relato é o resumo da situação que vem sendo registrada entre motoristas do Uber e taxistas de Curitiba. No último fim de semana ‘o caldo entornou’, tanto que na segunda-feira (27) os dois lados da questão se mobilizaram em protestos. Fato é que em Curitiba a situação da permissão ou não do Uber ainda não foi efetivamente definida, e isso acaba deixando brechas.

Usando a Tribuna na última sessão antes do recesso parlamentar, na manhã de quarta-feira (29), o vereador Jorge Bernardi (DEM) cobrou do prefeito Gustavo Fruet uma decisão sobre o assunto. “A definição cabe ao prefeito, é ele quem tem que avaliar e decidir se permite ou não o Uber na cidade”, disse.

O caso está em discussão já há algum tempo. Um projeto de Lei foi votado pelos vereadores na tentativa de pôr ordem na casa, mas o projeto foi para sanção do prefeito que vetou uma parte e devolveu ao legislativo. Desde então, ninguém definiu se o Uber pode ou não atender em Curitiba.

Depois da cobrança e de toda a confusão, o prefeito Gustavo Fruet manifestou sua opinião sobre o caso em entrevista coletiva e afirmou que “este assunto não é prioridade do seu governo”. “Esta pauta é de interesse econômico de poucos”, disse. 

“O serviço de táxi de Curitiba é bem avaliado pelo usuário e o custo-benefício de Curitiba é o melhor do Brasil. Os curitibanos não têm o habito de usar o serviço diariamente”, acrescentou.

O prefeito disse também que “não concorda com a imposição do serviço em Curitiba” e ‘condenou’ os atos violentos. “Não vamos admitir os atos de violência, parta de onde partir”.

No entanto, apesar dessa afirmação, nenhuma medida prática foi tomada e a decisão que caberia à Prefeitura não está, de acordo com as afirmações do próprio prefeito, “entre as prioridades deste governo”.

O vereador Jorge Bernardi disse que “também não concorda com o fato de o aplicativo simplesmente passar a operar aqui, sem que haja uma regulamentação”, mas para ele o assunto deve sim ser prioridade. “É claro que existem outros assuntos importantes a serem decididos e problemas a serem solucionados, mas este também tem prioridade, a situação precisa ser solucionada antes que aconteçam coisas piores”, destaca. “Na minha opinião, ele deveria solicitar já um estudo de caso para avaliar com urgência se a cidade comporta o Uber”, acrescenta.

Ainda conforme Bernardi, no que parece, “qualquer decisão deve ser empurrada adiante”. “O Fruet tem apenas três meses de mandato. Pode ser que se reeleja, pode ser que não, mas por ora ele tem só três meses e acho que não vai se comprometer e se arriscar a desagradar um dos lados”.

Uber

Representantes do Uber concordam com a opinião do vereador. Um condutor do Uber, disse a reportagem do Massa News, que não acredita que a definição saia em breve. 

“Acho que por ser ano eleitoral o Fruet quer ficar em cima do muro para não se comprometer”, destaca. 

“E, não sei de onde ele tirou que o serviço de táxi está bem-conceituado. Fizeram alguma enquete com os curitibanos, perguntando o que acham do serviço de táxi”, questiona.