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Depois de muita confusão, votação do projeto dos fura-catracas fica para esta tarde

(Foto: Marcus Carazzai/Rede Massa) - Votação do projeto dos fura-catracas fica para esta tarde
(Foto: Marcus Carazzai/Rede Massa)

O projeto que prevê a aplicação de multas para quem burla o sistema e invade estações tubos, os ônibus do transporte coletivo, nos chamados ‘fura-catracas’, voltou a discussão dos vereadores na Câmara de Curitiba. O substitutivo ao projeto de Lei é de autoria do vereador Rogério Campos (PSC). O texto prevê que os invasores sejam multados em 50 passagens do transporte coletivo, com valor dobrado em caso de reincidência. No caso de o infrator ser menor de idade, os responsáveis legais, devem pagar o valor.

Quando o projeto ainda estava em leitura, antes de a discussão iniciar efetivamente, integrantes do Movimento Passe Livre que acompanhavam a sessão nas galerias, interromperam o andamento dos trabalhos. O presidente da Casa, Aílton Araújo (PSC), precisou intervir e destacou que “a Casa de Leis não é estádio de futebol, muito menos circo, e que a ordem precisa ser mantida”.

Ele ainda alertou que se voltasse a ocorrer interrupções, os manifestantes seriam retirados. No momento em que o vereador Rogério Campos usava a tribuna, nova confusão, o discurso do edil foi interrompido por gritos de manifestantes, que foram ‘convidados’ a se retirarem do plenário. A sessão foi interrompida por alguns minutos e na volta, diante da confusão, o vereador Rogério chegou a pedir o adiamento da votação por três sessões, mas retirou o pedido imediatamente, após ter sido ‘xingado’ por manifestantes.

A vereadora Professora Josete (PT), também encaminhou pedido de adiamento por cinco sessões, alegando que o caso precisa ser avaliado. “O que faz o preço da tarifa subir são os contratos espúrios que beneficiam as empresas de transporte e não os fura-catracas”, afirmou a vereadora.

O requerimento da vereadora foi rejeitado e o projeto voltou a discussão. O vereador Chico do Uberaba (PMN), disse que “os pobres não furam catraca”. “Pobre não faz isso, quem faz isso são pessoas como as que estão aqui se manifestando, que usam roupa de marca e tem Iphone 6”.

Campos usou várias reportagens de televisão sobre fura-catracas e sobre a violência para com motoristas e cobradores.

Carla Pimentel (PSC), relatou que acha estranho descriminalizar atos criminosos. Segundo ela, “na PTlândia existe uma anarquia que não segue as leis”. “Furar catraca não tem a ver com pobre, e sim com caráter”.

Serginho do Posto (PSDB), lembrou que a isenção para estudantes e baixa renda já existe, e que a discussão de hoje é outra.

Sensatez

Jonny Stica (PDT), pediu sensatez aos vereadores, e destacou que o projeto, na sua opinião, deveria comtemplar também, a proibição a Urbs de cobrar dos cobradores os valores dos assaltos. “Está errado pular catraca, está. Tem que ter multa, tem. Tem que ter civilidade, tem. Mas a discussão é bem maior”.

Professora Josete voltou a tribuna e defendeu seu posicionamento. Com o plenário esvaziado, ela criticou seus pares. “Eu debato com argumentos, é uma pena que o plenário esteja vazio”, disse, e neste momento, os colegas voltaram.

Para ela, o projeto tem vício de iniciativa e está fadado a ficar ‘engavetado’. “É uma letra morta, não adianta aprovar leis se não tiver fiscalização”.

Com toda a discussão, o tempo regimental foi ultrapassado e a sessão encerrada. O projeto volta par votação no período da tarde.