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Deputado petista diz que Lula é 'perseguido político' de Moro

O vice-líder do PT na Câmara, deputado Paulo Pimenta (RS), fez uma longa defesa nesta quarta-feira, 14, do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Por cerca de 25 minutos, ele afirmou que Lula é um "perseguido político" do Ministério Público Federal e do juiz Sérgio Moro, responsável pela Operação Lava Jato na primeira instância. Para ele, a denúncia apresentada contra o petista é uma "peça de ficção".

"Não há nenhuma prova contra Lula. O ex-presidente é um perseguido político do Ministério Público de Curitiba e do juiz Sérgio Moro", disse.

Segundo o parlamentar, a entrevista coletiva na qual o procurador Deltan Dallagnol, coordenador da força-tarefa da Lava Jato em Curitiba, revelou que Lula seria denunciado foi um "show de pirotecnia". Na apresentação, o procurador usou um power point que mostrava o nome de Lula no centro de um anagrama e acusou o ex-presidente de ser o "comandante máximo do esquema de corrupção" identificado na investigação sobre a Petrobras.

Para Pimenta, o problema do País é um modelo de financiamento de campanhas que abre margem para o uso de dinheiro desviado e que Lula não pode ser responsabilidade sozinho por isso.

"Atribuir esse problema ao ex-presidente Lula e isentando todas as demais figuras públicas que passaram pelos Palácios seja estaduais ou municipais é uma clara demonstração de perseguição política", disse.

Segundo o deputado, a denúncia contra Lula é o "capitulo final do golpe", que culminou no impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff. "Os golpistas não vão sossegar enquanto não criminalizarem o presidente Lula. Porque não basta afastar a presidente Dilma, é preciso tirar de cena a principal liderança popular surgida nesse País nas últimas décadas", disse.

Na denúncia apresentada hoje contra Lula, o Ministério Público Federal pede o confisco de R$ 87 milhões. A acusação aponta "14 conjuntos de evidências que se juntam e apontam para Lula como peça central da Lava Jato". A Lava Jato também denunciou a ex-primeira-dama Marisa Letícia, o presidente do Instituto Lula, Paulo Okamotto, o empresário Léo Pinheiro, da OAS, dois funcionários da empreiteira e outros dois investigados.