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Desde 2012 Câmara de Vereadores já trocou de presidente cinco vezes

Desde 2012 Câmara de Vereadores já trocou de presidente cinco vezes

Quatro anos e cinco presidentes. Essa é a realidade na Câmara de Vereadores de São Miguel do Iguaçu. Quem vive na cidade nem está entendendo direito essa história.

“Os moradores estão perdidos diante de uma situação como essa”, afirma um dos moradores.

A situação é a seguinte: o vereador Edson Ferreira do PR entrou na justiça para questionar a legalidade do cargo de Nilton Wernke do PPS, o então presidente da casa. O Ministério Público analisou a denúncia e entendeu que realmente houve irregularidades na eleição de Nilton como presidente da câmara. Ele foi afastado do cargo.

“O ministério público se equivocou na decisão, pois o regimento interno diz que o novo presidente assume logo após a saída do anterior”, acredita o vereador Nilton.

“Entrei na justiça por entender que havia irregularidades no cargo do presidente. E a justiça entendeu da mesma forma”, disse o vereador Edson.

Na nova eleição para a presidência Cleonice Maldanerdo e Edson Ferreira se candidataram. Ele ganhou por cinco votos a três. Edson foi o primeiro presidente da casa de leis e ficou por dois anos no cargo.

O segundo presidente da casa foi Claudio Rodrigues do PDT. Ele ficou por apenas três meses à frente das funções de presidente e pediu afastamento por que assumiu um cargo público em Curitiba. Em seguida veio o vereador Valdir da Silva, o Pitonho.

Ele que era filiado ao PRTB ficou cinco meses como presidente e foi preso em julho de 2015 acusado de formação de quadrilha, tráfico de drogas e tentativa de homicídio. Depois disso Nilton Wernke assumiu e ficou oito meses na presidência até ser afastado do cargo na semana passada. Diante dessa dança das cadeiras no cenário político quem mora em São Miguel do Iguaçu carrega sentimentos negativos.

 “Indignação, revolta... É isso que a gente sente”, fala uma moradora.

“Algo errado está acontecendo para trocar tantas vezes de presidente na câmara”, diz outro morador.

Colaboração: Márcio Falcão / Rede Massa