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'Diga ao povo que fico onde estou', diz ministro do MDIC cotado para Turismo

Cotado para ser deslocado para o ministério do Turismo, o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio (MDIC), Marcos Pereira, deixou o Palácio do Planalto na noite desta segunda-feira, 27, com a certeza de que ficará no atual cargo. "Diga ao povo que ficou onde estou. Assunto encerrado", afirmou Pereira após deixar o gabinete do ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha. Na véspera do encontro, Pereira conversou com o presidente em exercício, Michel Temer, por telefone.

"Não fui informado de nada pelo Palácio sobre uma possível mudança. Falei ontem com o presidente sobre o acordo automotivo Brasil-Argentina e ele não tocou no assunto. Me convidou para estar na inauguração amanhã na fábrica no Paraná", ressaltou.

Em conversa com o jornal O Estado de S. Paulo no início da tarde desta segunda, o ministro da Secretaria de Governo, Geddel Vieira Lima, ressaltou que dentro da cúpula do governo as discussões não avançaram.

A cadeira de ministro do Turismo foi deixada no último dia 16 pelo então ministro Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN). Na ocasião, Alves pediu demissão após circular a informação de que ele era alvo de novas denúncias, no âmbito da Operação Lava Jato.

"Não tem nada definido. Não é momento para definir. O presidente Michel Temer ainda está avaliando isso", afirmou Geddel Vieira Lima. Além de Marcos Pereira, também fala-se na possibilidade de a pasta ser entregue para um indicado do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), responsável por conduzir o processo de impeachment da presidente afastada Dilma Rousseff na Casa.

O ex-ministro do Turismo Vinícius Lages foi indicado pelo senador para ocupar o cargo na gestão do PT. Após deixar o ministério, Lages assumiu em abril de 2015 a chefia de gabinete de Renan no Senado e no início deste ano foi para a diretoria de Administração e Finanças do Sebrae. Uma terceira opção seria atender à bancada do PMDB da Câmara, que defende a indicação de um peemedebista mineiro.

Caso a escolha de um parlamentar cause desgastes ao governo em razão da briga por espaços entre as legendas da base aliada, também está no radar do Palácio a possibilidade de escolher um "representante do mercado".