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Dilma diz que, mesmo com período crítico, País fará a melhor recepção a atletas

(Foto: Lula Marques/ Agência PT) - Dilma diz que, mesmo com período crítico, País fará a melhor recepção a atletas
(Foto: Lula Marques/ Agência PT)

Em meio ao processo de impeachment, a presidente Dilma Rousseff exaltou os feitos do governo federal na área esportiva e, já no fim de seu discurso durante a cerimônia de acendimento da Tocha Olímpica, reconheceu que o momento político traz dificuldades para o evento. Apesar disso, Dilma afirmou que o País tem condições de fazer "a melhor Olimpíada da história" e fez um apelo para que os brasileiros recebam bem os visitantes durante os Jogos Olímpicos.

"Sabemos das dificuldades políticas que existem em nosso País hoje. Conhecemos a instabilidade política, mas o Brasil será capaz de, mesmo convivendo com período difícil, muito difícil, verdadeiramente crítico da nossa história e da nossa democracia, conviver porque criamos todas as condições para isso", disse.

Dilma disse ainda que o momento é de convívio "com opiniões diferentes" e afirmou que conta com a "conhecida hospitalidade e alegria do povo brasileiro". "Convivermos de forma respeitosa é uma das principais mensagens como exemplo para humanidade", afirmou.

A presidente destacou que todos os olhos do mundo estarão voltados para o Brasil e que o País está preparado para atender as melhores expectativas. "Juntos podemos ter orgulho de estarmos oferecendo a melhor Olimpíada", afirmou. "Sabemos que o que vale é a luta e nós sabemos lutar, somos todos olímpicos."

Ao fazer o que classificou como "chamamento ao País", a presidente destacou o fato de o Brasil ser o primeiro país a sediar os Jogos na América Latina e garantiu segurança para atletas e turistas. "Investimos muito em inteligência. Asseguro que o Brasil está plenamente preparado para proporcionar proteção a todos", disse. "Estamos prontos para realizar a mais bem sucedida edição dos Jogos Olímpicos. Nós trabalhamos para isso".

O presidente do Comitê Olímpico Internacional (COI) e do Comitê Rio 2016, Carlos Arthur Nuzman, destacou que a chama olímpica traz o "sentimento de união, inclusão e paz" e afirmou que sua missão histórica "é promover a trégua". "Aqui ela deve fazer mais, vai levar o ideal olímpico para todo o território nacional, vai unir o País em torno dos jogos", disse.

Sem a presença do peemedebista Eduardo Paes, Nuzman fez agradecimento ao prefeito do Rio e disse que a cidade está superando "obstáculos com determinação". "Nenhuma cidade do mundo está tendo ou teve a transformação que o Rio teve", disse, ressaltando que Paes executou a "missão" com "enorme energia". "O Rio está pronto para entrar para história", afirmou.

Sem citar diretamente a crise política, o ministro do Esporte, Ricardo Leyser, exaltou o trabalho da presidente Dilma para o setor e acabou provocando na plateia gritos isolados de "não vai ter golpe". "Não tenho dúvidas de afirmar que a senhora, para o esporte, é a melhor presidente da República da história", disse.

O nadador e medalhista olímpico Thiago Pereira também fez uma fala no evento e convidou todos os brasileiros a assistirem aos Jogos que começam no dia 5 de agosto.