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Dilma veta deputado pró-impeachment em entrega de casas populares em Santarém-PA

A presidente Dilma Rousseff vetou a presença do deputado federal Francisco Chapadinha (PTN-PA) na solenidade de entrega de 3.081 casas do programa Minha Casa, Minha Vida, financiado pela Caixa Econômica Federal, nesta quinta-feira, 5, em Santarém, no oeste do Pará. O parlamentar, que havia negociado seu voto na Câmara a favor do governo, em troca da nomeação de um aliado seu para a chefia do escritório regional do Incra, mudou de lado na hora da votação do pedido de impeachment, no dia 17 de abril.

Chapadinha, com domicílio eleitoral no município, não foi convidado a acompanhar a visita presidencial pelo cerimonial do Palácio do Planalto. A exclusão do parlamentar foi confirmada pela assessoria do deputado, em Brasília. Dilma chegou ao residencial Salvação, às 15h30, em companhia dos deputados federias Zé Geraldo e Beto Faro, ambos do PT paraense, do senador Paulo Rocha, líder da bancada no Senado, e dos ministros Jacques Wagner, Marco Antônio Martins Almeida e Inês Magalhães.

Dilma visitou pela primeira vez o município durante seu mandato. Em Santarém, tanto em sua eleição, em 2010, quanto na reeleição, em 2014, a presidente foi derrotada pelos candidatos do PSDB, partido do atual prefeito Alexandre Von, em aliança com o Democratas.

As obras do residencial foram iniciadas na gestão da prefeita petista Maria do Carmo de Lima, que está inelegível por oito anos, por abuso do poder econômico, em decisão do Tribunal Regional Eleitoral do Pará.

O conjunto residencial Salvação demorou quase sete anos para ser concluído. Nesta sexta-feira, 6, as famílias que já assinaram os contratos de financiamento com a Caixa estarão autorizadas a tomar posse das unidades, mas não contarão ainda com serviços e equipamentos públicos básicos, como feira, mercado, escola, posto de saúde e linha regular de ônibus.

A obra, que foi construída em terreno localizado em uma depressão, encravada por entre serras e a pista que dá acesso ao aeroporto da cidade, enfrentou atrasos por causa do serviço de drenagem de águas pluviais que precisou ser corrigido mais de uma vez porque não deu vazão à forte enxurrada provocada pelo "inverno'amazônico", assoreando o lago do lua, uma área de proteção ambiental, às margens do rio Tapajós.

Segundo a secretaria municipal de Meio Ambiente, que concedeu a licença de operação do residencial, as condicionantes estipuladas à empresa construtora preveem a execução de obras necessárias à correção e manutenção do serviço de drenagem, e a implantação da arborização do local, antes uma área recoberta por vegetação secundária e de savana.