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Dirceu e Duque são novamente apontados na Lava Jato

(Foto: Paula Caroline Schreiber) - Dirceu e Duque são novamente apontados na Lava Jato
(Foto: Paula Caroline Schreiber)

Os sócios da Credencial Construtora Empreendimentos e Representações, Eduardo Aparecido de Meira e Flavio Henrique de Oliveira Macedo, foram presos preventivamente na manhã desta terça-feira (24), durante a 30ª fase da Operação Lava Jato, intitulada de “Vício”.

De acordo com informações repassadas à imprensa em entrevista coletiva, a ação foi desenvolvida em dois procedimentos. Em um deles, foram expedidos um mandado de condução coercitiva, em desfavor do ex-executivo da área internacional a Petrobrás, Demarco Epifânio, e três mandados de busca e apreensão.

O outro procedimento da mesma fase da operação, contou com a expedição de 25 mandados de busca e apreensão, nove de condução coercitiva (dos quais, até às 10 horas, cinco haviam sido cumpridos) e dois de prisão preventiva, que levaram Meira e Macedo à prisão. O delegado da Polícia Federal, coordenador da Lava Jato, Igor Romário de Paula, revelou que uma pessoa foi presa em flagrante, durante o cumprimento dos mandados de busca e apreensão, em posse de uma arma de fogo.

Mais uma vez, o ex-ministro chefe da Casa Civil, José Dirceu, foi apontado como recebedor de propina. Além dele, Renato Duque, ex-diretor de Serviços e Engenharia da Petrobras, também foi citado como possível participante no esquema. A dupla já está presa e foi condenada por conta de outras fases da Operação Lava Jato.

Roberson Henrique Pozzobom, Procurador da República, destacou que as investigações apontaram o uso de contratos fraudulentos entre a Petrobras e a empresas fornecedoras de tubulações. As empresas são a Confab e a Apolo, suspeitas de terem repassado R$ 40 milhões em propina. “Ficou claro, que os empresários pagaram propina para que as empresas prosperassem”, disse.

As fraudes investigadas nesta fase, teriam ocorrido entre os anos de 2009 e 2013. “Durante as investigações, foi identificada a utilização e uma construtora de fachada, que servia para viabilizar os pagamentos de propina em vários esquemas criminosos, através da celebração e contratos ideologicamente falsos. No caso, a empresa é a Credencial, cujos sócios foram presos hoje. Além disso, ainda sob investigação, conforme o procurador Pozzobom, existem indícios de que eram utilizadas transferências para uma offshore no exterior, que seria controlada por operador financeiro para ocultar o pagamento da propina.

Empresas

Ainda segundo o procurador Pozzobom, todo o esquema teria partido dos empresários, que teriam ‘procurado’ a Petrobras e ‘oferecido’ os pagamentos indevidos. A Empresa Credencial, teria sido indicada pelo irmão de José Dirceu, Luiz Eduardo, para o recebimento de propina.

Vício

O delegado da Polícia Federal, Igor Romário de Paula, relatou que o nome da operação, Vício, se refere a prática de contratações viciadas. “Precisamos promover uma desintoxicação do sistema”, comentou.

(Foto: Marcus Carazzai/Rede Massa) (Foto: Marcus Carazzai/Rede Massa)  

Os dois presos, serão trazidos a Curitiba e devem chegar a cidade por volta de 16 horas.

Colaboração Paula Caroline Schreiber