24°
Máx
17°
Min

Edinho Silva agiu de maneira ética e defende apuração dos fatos, diz defesa

A advogada Maíra Salomi, que defende o ex-ministro das Comunicações Edson Antônio da Silva, conhecido como Edinho Silva - ex-tesoureiro da campanha da presidente afastada Dilma Rousseff em 2014 -, afirmou que o ex-ministro é favorável à apuração de todos os fatos com relação à sua atuação na campanha. Em nota, a advogada diz que "como coordenador financeiro, Edinho sempre agiu de maneira ética, correta e dentro da legalidade".

O Ministério Público Federal em Brasília requisitou a abertura de inquérito policial para apurar possíveis irregularidades praticadas pelo ex-ministro, o Laboratório Farmacêutico EMS S.A e o ex-senador Delcídio Amaral (sem partido-MS). Segundo a Procuradoria da República, o caso é decorrente de informações reveladas por Delcídio em delação premiada no âmbito da Operação Lava Jato. O objetivo do inquérito, segundo o MPF, é apurar se houve a prática de crimes como corrupção e lavagem de dinheiro, além do envolvimento de outras empresas ou pessoas físicas.

De acordo com a advogada, "embora não haja elementos concretos que justifiquem a abertura de um inquérito, Edinho Silva é favorável à apuração de todos os fatos com relação à sua atuação na campanha Dilma 2014".

"Como coordenador financeiro", continua a advogada, "Edinho sempre agiu de maneira ética, correta e dentro da legalidade. As afirmações do ex-senador Delcídio Amaral não condizem com a verdade. Edinho jamais orientou o senador a 'esquentar' doações, e jamais manteve contato com as mencionadas empresas, antes ou durante a campanha eleitoral. As doações para a campanha de Dilma Rousseff em 2014 estão todas declaradas ao Tribunal Superior Eleitoral, bem como seus fornecedores. As contas da campanha foram todas aprovadas por unanimidade pelos ministros do TSE."

Em nota, o laboratório EMS afirmou: "Em relação ao pedido de inquérito do Ministério Público Federal em Brasília (MPF/DF) para apurar possíveis irregularidades mencionadas em delação premiada do ex-senador Delcídio Amaral, a EMS informa que nunca firmou contratos com as empresas citadas no depoimento e não teve qualquer participação no financiamento da campanha. A EMS apoia a apuração dos fatos pelas autoridades competentes para que o caso seja esclarecido".