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Em 3º, Haddad desqualifica institutos de pesquisa e pede 'respeito à história'

Um dia depois de aparecer empatado em terceiro lugar com outros dois candidatos na pesquisa Ibope/Estado/TV Globo, o prefeito Fernando Haddad (PT), que disputa a reeleição na capital paulista, desqualificou os levantamentos de intenção de votos.

"Se na véspera da eleição os institutos não estão acertando pesquisa vou comentar agora, que nem começou o programa na televisão? Nem apresentei meu governo, nem apresentei minhas propostas", disse Haddad nesta quarta-feira, 24.

Antes de participar de almoço com integrantes do Rotary Clube de São Paulo em uma escola no bairro de Higienópolis, NP centro da capital, o prefeito cobrou dos jornalistas "respeito à história".

"Eu falo isso e vocês (jornalistas) não divulgam. Divulguem as pesquisas do Ibope e Datafolha na véspera da eleição de 2012. Como vou comentar uma pesquisa 40 dias antes sendo que na véspera estava tudo errado? Não dá para ser assim toda vez. Estou pedindo um pouco de respeito em relação à história", disse.

No dia 6 de outubro de 2012, dois dias antes do primeiro turno, o Ibope apontou Haddad, José Serra (PSDB) e Celso Russomanno (PRB) empatados em 26%. No mesmo dia o Datafolha dizia que Serra tinha 28%, Russomanno 27% e Haddad 24%. O resultado foi Serra com 30%, Haddad com 29% e Russomanno com 21,6%.

Indagado sobre qual o motivo da diferença, Haddad não respondeu. "Tem que perguntar para institutos", disse.

Segundo a pesquisa Ibope divulgada nesta terça, Haddad está empatado em terceiro lugar com 9% ao lado de João Doria (PSDB) e Luiza Erundina (PSOL). Russomanno lidera com 33% e Marta Suplicy (PMDB) está isolada em segundo lugar com 17%. A margem de erro é de três pontos para mais ou para menos.

Reality

O prefeito rebateu as críticas do candidato tucano João Doria ao programa De Braços Abertos, na Cracolândia, dizendo que o adversário, que é apresentador de TV, confunde a realidade com um reality show.

"O João Doria estuda pouco a cidade. O setor que ele atua é o setor de eventos, um reality show. E ali (na Cracolândia) não é reality show, é a vida como ela é. Ele deveria pelo menos conhecer os beneficiários, me proponho até a fazer uma reunião entre eu ele e beneficiários, para conhecer as vida daquelas pessoas. Ele conhece pouco de todos assuntos mas da Cracolândia não conhece nada", afirmou.

Diante das críticas, Haddad destacou a responsabilidade dos governos do PSDB no Estado de São Paulo e apontou a ineficiência da polícia no combate ao tráfico na região.

"Os tucanos estão há 22 anos aí. É exatamente a idade que tem a Cracolândia. Infelizmente o combate ao tráfico por parte da polícia é nenhum, (o tráfico acontece) embaixo das barbas da autoridade policial. A polícia não tem apoio do Estado para fazer o que deve fazer", afirmou.