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Entenda como funciona a eleição dos vereadores

(Foto Chico CamargoCMC) - Entenda como funciona a eleição dos vereadores
(Foto Chico CamargoCMC)

A eleição dos candidatos a vereador - e também para deputados estaduais e federais - não depende apenas de quantos votos cada um deles recebeu. Para muitos eleitores, a definição de quem vai ou não ocupar uma cadeira na Câmara Municipal se dá de maneira bastante confusa, pois depende de cálculos que levam em consideração o número de votos que cada partido ou coligação recebeu.

“As pessoas escolhem os vereadores baseadas nos candidatos, mas não é assim que a Justiça Eleitoral leva em conta. A Justiça Eleitoral conta esses votos como votos para o partido ou coligação”, comenta o cientista político da Universidade Federal do Paraná (UFPR), Márcio Carlomagno. “A votação nominal define apenas a ordem que os candidatos são eleitos”, diz.

A definição dos eleitos é feita a partir do quociente eleitoral, cálculo em que o número total de votos válidos – sem considerar os votos nulos e em branco – é dividido pela quantidade de cadeiras disponíveis na Câmara Municipal. O resultado deste cálculo aponta o número de votos que o partido ou coligação deve atingir para conseguir eleger seus candidatos.

É assim que se destacam os candidatos chamados “puxadores de votos”. O número de votos que recebem sozinhos representa mais de uma vez o valor do quociente eleitoral e assim eles garantem a eleição de vários candidatos do mesmo partido ou coligação.

Enquanto isso, candidatos de outros partidos ou coligações, que individualmente receberam mais votos que os eleitos junto com o “puxador de voto”, não são eleitos. Um exemplo real disso é a eleição do deputado Tiririca, que em 2010 recebeu 1,35 milhão de votos e garantiu uma cadeira na Câmara dos Deputados e a de outros três deputados. Além disso, outros cálculos determinam a ocupação das vagas chamadas remanescentes.

Reflexão

O cientista político destaca que no momento de escolher seu candidato o eleitor deve estar ciente de que seu voto não é destinado para a pessoa, mas para a coligação ou partido que ela faz parte. “A questão mais essencial é escolher por um partido que o represente de fato, não só o indivíduo, mas se os outros candidatos também vão representar o eleitor”, comenta Carlomagno. “O eleitor deve pensar: esse partido ou coligação me representa? Me sinto representado se algum outro candidato for eleito?”, orienta.