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'Estamos virando uma página', diz Alckmin sobre cenário político

O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), retomou nesta segunda-feira, 25, as críticas à política econômica do governo federal e, sem citar nominalmente a presidente Dilma Rousseff (PT), afirmou que "estamos virando uma página" do País, numa referência ao provável afastamento dela pelo Senado. "Estamos virando uma página e vamos ter toda a força para superar dificuldades", disse o governador na cerimônia de abertura da Agrishow, em Ribeirão Preto (SP).

Alckmin avaliou que o País passa pela maior recessão dos últimos 80 anos, "a economia derrete", mas o agronegócio ainda consegue segurar emprego. "O mundo que cresce tem política fiscal dura, imposto baixo, política monetária de juros baixos e política cambial com câmbio competitivo", afirmou. "O Brasil sempre teve política fiscal frouxa, com 37% do PIB de carga tributária e ainda tem cultura de que governo precisa bancar tudo. Precisamos mudar essa cultura", completou o governador, pedindo o fim do corporativismo.

Para Alckmin, os juros do Brasil, segundo ele entre maiores do mundo, criam uma política para "rendistas" que pretendem viver do capital sem "acordar cedo e precisar trabalhar". Durante o pronunciamento, e como já é comum nas visitas a Ribeirão Preto, o governador foi alvo de protestos de professores da rede estadual de ensino, que logo foram retirados do local.

Um dos manifestantes segurava o cartaz com a seguinte frase: "Governador Professores a (sic) dois anos sem aumento salarial!".