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“Eu faço parte dos 65% da população que desaprovam o Fruet”, diz Bernardi

(Foto: Divulgação / Prefeitura) - “Eu faço parte dos 65% da população que desaprovam o Fruet”, diz Bernardi
(Foto: Divulgação / Prefeitura)

O uso da tribuna na Câmara de Vereadores é um direito de cada vereador e mais do que isso, um dever, já que os representantes da população devem legislar a favor do povo e, cobrar da administração pública investimentos, melhorias, e obras que beneficiem todos os moradores do município. O vereador Jorge Bernardi (Rede), durante esta semana, fez uso da tribuna para levantar questões polêmicas, pontuais e necessárias.

De acordo com Bernardi, alguns temas precisam ser abordados, como por exemplo, o empréstimo no valor de R$ 102 milhões, do qual a Prefeitura pediu autorização ao legislativo para fazer. O dinheiro, será usado, conforme Bernardi, pelo prefeito para pagar a contrapartida de obras de mobilidade urbana. “É muito dinheiro, para Obras do PAC enquanto outros setores não recebem nem um centavo”, diz. “Existe um Centro Cultural em construção na Vila Nossa Senhora da Luz, em que as obras estão paradas há cerca de dois anos e que já virou esconderijo de usuários de drogas e que pelo que estamos vendo, vai continuar assim”, acrescenta.

As obras executadas na Rodoferroviária de Curitiba, para a Copa do Mundo, e que ‘restaram de herança’ para a população, também foram criticadas. “Foram gastos quase R$ 50 milhões em mudanças que no fim ficaram bem ruins para os usuários. Para quem vai a rodoviária esperar algum parente que vem do interior, tem que ficar lá no tempo, na chuva, no sol, no frio”.

O vereador destacou ainda, que o resultado de uma consulta pública sobre as diretrizes orçamentárias, apresentou um resultado bem diverso do esperado. “Esperávamos que Saúde e Segurança, fossem os temas mais apontados e cobrados, mas supreendentemente foram as ruas esburacadas”, destacou. “É mais uma prova de que não existe um trabalho de manutenção da cidade, que funciona como um condomínio, se não tiver um síndico atuante, interessado e que promova ações efetivas, vai acabar virando um caos”.

Jorge Bernardi, ainda comentou sobre a situação dos moradores de rua, que segundo ele, não passam por situações piores, por conta da iniciativa de instituições privadas, ongs e igrejas. “A esposa do Prefeito, que é também a secretária da pasta responsável por isso, disse que não é para essas instituições distribuírem cobertas e alimentos para os moradores de rua, mas se as empresas, ongs e igrejas não fizerem isso, nós vamos virar notícia internacional, com muitas mortes”, destaca. “A Prefeitura não tem capacidade para atender a demanda de forma adequada. Não existem politicas publicas específicas e eficientes aqui”.

Apesar de todos estes temas, Bernardi ainda enfatizou que estas são apenas questões pontuais, e que existem muitos outros problemas a serem solucionados. “A Prefeitura passa por uma crise em função do endividamento que tem. Recentemente a Prefeitura prestou contas na Câmara sobre o primeiro quadrimestre e disse que tem um superávit de R$ 600 milhões”, revelou. “Isso não é real, é uma maquiagem, porque a dívida flutuante, já ultrapassa R$ 700 milhões e deve fechar o ano em mais de R$ 1 bilhão”.

O vereador afirmou que “faz parte dos 65% da população que desaprovam a administração do prefeito Gustavo Fruet”. “São muitos grandes problemas, contratos com grandes grupos que precisam ser revistos, como a coleta de lixo, como o aluguel de carros, como o próprio transporte coletivo”, fala. “Sem contar os 307 cargos comissionados que geram custo de R$ 40 milhões por mês, entre salários e encargos”.