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Fase ‘Abismo’ revela e confirma mais propinas e desvios

(Foto: Everaldo Viana/Rede Massa) - Lava Jato: Investigações apontam para R$ 39 mi em propina
(Foto: Everaldo Viana/Rede Massa)

A Força Tarefa da Operação Lava Jato, concedeu entrevista coletiva à imprensa na manhã desta segunda-feira (4), para detalhar a 31ª Fase, nominada de “Abismo”. Antes, porém, uma nota foi lida, onde a Polícia Federal explica e justifica a mudança de dois delegados que integravam as investigações. Conforme a PF, trata-se de “uma mudança estratégica com apoio da coordenação da Operação Lava Jato e que vem para oxigenar e trazer novo fôlego ao grupo”. A polícia ainda enfatizou, que a mudança “não irá alterar ou prejudicar em nada o andamento das investigações”.

Sobre a operação, foram expedidos 24 mandados de busca e apreensão; quatro mandados de prisões temporárias; um mandado de prisão preventiva, e sete conduções coercitivas. Os mandados foram cumpridos no Distrito Federal, Rio de Janeiro e São Paulo.

As informações reveladas, são de que empreiteiras pagaram propinas, para garantir contratos com a Petrobras. Os envolvidos são acusados de fraude licitatória, corrupção, formação de organização criminosa e lavagem de dinheiro, tudo isso, por meio de contratos da Petrobras.

Entre os presos, está o ex-tesoureiro do PT, Paulo Adalberto Alves Ferreira, que já havia sido preso na Operação Custo Brasil. Outro envolvido, é o ex-vereador de Americana, no interior de São Paulo, pelo PT, Alexandre Romano, que afirmou ter repassado mais de R$ 1 milhão do Consórcio Nova Cenpes para Ferreira, por meio de contratos simulados. Para isso, as contas da escola de samba Sociedade Recreativa e Beneficente do Estado Maior da Restinga, do Rio Grande do Sul, e de um blog, teriam sido usadas para os repasses. Apenas a Escola de Samba teria recebido R$ 45 mil. Também foram identificados pagamentos irregulares na ordem de R$ 16 milhões a Adir Assad; R$ 3 milhões para Roberto Trombeta e Rodrigo Morales; US$ 711 mil para Mario Goes e R$ 1 milhão para Alexandre Romano. Todos estes nomes, são de pessoas apontadas como operadores de propinas pela PF.

 As empresas envolvidas no esquema, OAS, Carioca Engenharia, Construbase Engenharia, Shahin Engenharia e Construcap CCPS Engenharia, construíram o Centro de Pesquisas e Desenvolvimento Leopoldo Américo Miguez de Mello (Cenpes), no Rio de Janeiro. Para a polícia, essas empresas formaram um cartel, que pagou R$ 18 milhões a empresa WTorre, para que esta desistisse da disputa, há que tinha apresentado valor menor na concorrência. As investigações revelaram, que o contrato do consórcio com a Petrobras, partiu de R$ 850 milhões e com os aditivos, ultrapassou R$ 1 bilhão.

Colaboração Isabela Camargo/Rede Massa