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Galdino é ouvido na Delegacia da Mulher e pode ser expulso do PSDB

(Foto: Andressa Katriny/CMC) - Galdino é ouvido na Delegacia da Mulher e pode ser expulso do PSDB
(Foto: Andressa Katriny/CMC)

A Delegacia da Mulher investiga a acusação da vereadora Carla Pimentel (PSC) contra Professor Galdino (PSDB). Ela afirma que o vereador a agrediu na manhã desta quarta-feira (14), na sala de reuniões anexa ao plenário da Câmara Municipal de Curitiba (CMC). Os dois prestam depoimento na unidade desde o começo da tarde.

Além de chegar até a polícia, o caso também será analisado na própria Câmara Municipal. O vereador ainda corre o risco de ser expulso do partido. O partido enviou ao presidente da CMC uma nota de agravo e informou que será aberto um processo disciplinar contra Galdino, que pode resultar na expulsão do vereador diante da situação classificada como “lamentável”.

“O PSDB de Curitiba repudia não só a falta de decoro, mas principalmente as agressões físicas, especialmente contra mulheres, motivo pelo qual já determinei ao Conselho de Ética do Diretório Municipal a abertura de processo disciplinar para apurar os fatos, que, se confirmados, resultarão na expulsão do filiado infrator”, diz a carta assinada pelo presidente do PSDB Curitiba, Juraci Barbosa Sobrinho.

Quebra de decoro

Carla Pimentel já afirmou que vai fazer denúncia na corregedoria da Câmara Municipal contra Professor Galdino. A corregedora da Casa, Noemia Rocha, adiantou que vai acatar a representação e deve reuni-la com uma outra denúncia, registrada pela Diretoria de Comunicação da Câmara por situações recentes de mau comportamento do vereador.

A denúncia será analisada pelo Conselho de Ética da CMC, em um processo que deve durar cerca de 20 dias. Professor Galdino vai responder por quebra de decoro parlamentar.

Denúncia

De acordo com o relato de Carla Pimentel, publicado no site da Câmara, a agressão foi motivada por um santinho que estava com a vereadora. A situação foi testemunhada pelos vereadores Bruno Pessuti (PSD), Rogério Campos (PSC), Jonny Stica (PDT) e Beto Moraes (PSDB). Helio Wirbiski (PPS) acompanhou parte da situação.

“Foi muito rápido, ele se jogou para cima de mim. [Ele] estava do lado da mesa, foi para cima [da mesa], num golpe de voar para cima de mim. Quando ele veio, eu fui pra trás [com a cadeira], bati na parede, e os vereadores tentaram segurar ele, para ele não terminar a agressão. Mas nisso ele já tinha me agarrado, pegado nas minhas pernas, passado a mão em mim. Ainda bem que tinham outros vereadores para intervir”, disse Carla Pimentel. “Ele deu um surto que nem a gente conseguiu entender. Estava conversando normal e depois já estava em cima de mim”, disse.

De acordo com relatos das testemunhas à equipe de comunicação da Câmara Municipal, os vereadores estavam “discutindo suas campanhas eleitorais particulares, Galdino mostra um santinho de tamanho menor, oferece ele à Carla Pimentel, que aceita e guarda o papel no bolso. Instantes depois, o parlamentar teria tentado reaver o santinho à força, resultando na situação descrita pela vereadora”.

Galdino foi levado para o 1º Distrito Policial em uma viatura da Guarda Municipal e da Patrulha Maria da Penha. De lá foi encaminhado para a Delegacia da Mulher.

Atualização

O caso será analisado no Juizado Especial, em uma audiência marcada para o dia 21 de outubro. Em nota, a Polícia Civil informou que o vereador assinou de um termo circunstanciado por vias de fatos e importunação ofensiva ao pudor. "As pessoas envolvidas - testemunhas, vítima e suspeito - foram ouvidas e liberadas", diz o texto.

A reportagem entrou em contato com a assessoria de imprensa do vereador acusado, mas não teve retorno até a publicação da matéria.