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Gestão de Haddad é alvo no primeiro debate em SP

Candidato à reeleição, o prefeito Fernando Haddad (PT) foi o principal alvo do primeiro debate da corrida eleitoral pela Prefeitura de São Paulo promovido pela TV Bandeirantes na noite desta segunda-feira, 22. Bandeiras da gestão do petista, como a redução de velocidade nas vias da cidade, a criação de unidades de saúde para atendimento de especialidades e o programa De Braços Abertos, voltado para usuários de crack, foram criticados durante o encontro.

Os ataques mais contundentes partiram do candidato tucano, João Doria, que procurou associar escândalos de corrupção ao prefeito e a Marta Suplicy (PMDB), que deixou o partido no ano passado.

Logo em sua primeira fala, Doria - que adotou um vestuário menos formal em relação aos adversários, sem gravata - fez menção ao ex-marqueteiro do PT, João Santana, "que está preso". A menção mais direta sobre a operação, no entanto, foi feita por Major Olímpio (SD). "O senhor não justificou de onde veio o dinheiro da sua campanha", afirmou o candidato ao questionar Haddad. Santana, responsável pela propaganda da campanha que elegeu o petista em 2012, admitiu ter recebido via caixa 2 da campanha de Dilma Rousseff em 2010.

"Eu sou um professor universitário, minha mulher é professora universitária e moro na mesma casa de sempre. Aqui se combateu a corrupção como em nenhum momento na história da cidade", respondeu o petista. "Em todas as instituições têm maus elementos. O PMDB da Marta tem vários acusados de corrupção. O PSDB do Doria tem acusado de corrupção. E o seu partido nem vou comentar."

O fato de Major Olímpio ter poupado o governo de Geraldo Alckmin de críticas na área da segurança, sua principal bandeira, chamou atenção das equipes dos demais candidatos. "Ele está doce demais com o Doria", disse o deputado Campos Machado (PTB). "Ele preservou o Doria", disse o presidente municipal do PT, Paulo Fiorilo.

Transporte

Líder nas pesquisas de intenção de voto, Celso Russomanno foi poupado dos ataques dos adversários. Nas oportunidades que teve, também elegeu Haddad como alvo. Entre as poucas críticas, contestou os números de redução de morte após os novos limites de velocidade nas vias da cidade.

"Ele não precisa atacar ninguém. O que estou vendo é uma briga pelo segundo turno", disse o deputado Gilberto Nascimento (PRB-SP), um dos coordenadores de campanha de Russomanno.

O tema transporte, por sinal, esteve em quase todos os blocos do programa. Ao ser questionado por Haddad sobre sua intenção de rever faixas de ônibus, Doria atacou a falta de planejamento da atual administração. "Vamos reestudar algumas (faixas de ônibus). Como a da (Avenida) Giovanni Gronchi. Estudar, porque é algo que vocês não fazem. Vocês geralmente fazem malfeito", disse o candidato tucano, que ainda prometeu, entre outras medidas, Wi-Fi gratuito dentro dos ônibus.

As vias exclusivas para ônibus também motivaram embate entre Haddad e Marta. O petista, que fez parte da gestão da ex-prefeita, citou a criação de 400 km de faixas exclusivas na sua gestão.

Marta ainda precisou rebater as críticas de Doria sobre a criação de taxas durante a sua gestão na Prefeitura, que ela admite ter sido um erro. "Foi um erro ter criado essa taxa. Além de aprender com erro, tem que ter humildade de pedir desculpas. E eu aprendi, com capacidade de mudança, de pedir desculpas, me ajudado a me tornar uma pessoa melhor. São Paulo não é um parque de diversão, reality show, achar que pegar o telefone resolve", rebateu a candidata do PMDB. (Pedro Venceslau, Ricardo Galhardo e Valmar Hupsel Filho)