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Governadores querem discutir renegociação da dívida na reunião com Barbosa

Em reunião com o ministro da Fazenda, Nelson Barbosa, ainda nesta sexta-feira, 19, os governadores que chegam para o evento dizem ter vindo conversar sobre renegociação da dívida dos Estados e de novos limites para operações internas e externas de crédito. O governador do Rio de Janeiro, Luiz Fernando Pezão (PMDB), um dos primeiros a chegar, disse que seu Estado foi "penalizado" com a correção da dívida. Ele lembrou que o Rio negociou R$ 22 bilhões em 1997, pagou R$ 45 bilhões e deve R$ 66 bilhões. "Se não alongar a dívida, os Estados vão ficar em situação difícil para pagar o serviço dela", disse.

Geraldo Alckmin (PSDB), governador de São Paulo, relatou que quando, o ex-governador Mário Covas negociou a dívida do Estado, ela havia ficado em R$ 47 bilhões; até o momento, R$ 125 bilhões foram pagos dessa fatura e São Paulo ainda deve R$ 215 bilhões. "Essa cobrança da dívida não é possível, isso é usura. A renegociação da dívida é fundamental para os Estados", afirmou. Ele disse ainda que o Estado nunca atrasou uma parcela e que paga atualmente cerca de R$ 15 bilhões por ano.

Os governadores explicaram que não têm detalhes do que o governo quer oferecer, mas que, a princípio, parece ser um alongamento da dívida. Eles, no entanto, não sabiam por qual prazo. Raimundo Colombo (PSD), governador de Santa Catarina, informou que seu Estado não tem interesse em alongamento, mas em uma mudança no indexador. Wellington Dias (PT), do Piauí, afirmou que, quando seu Estado fez uma renegociação, "foi um sucesso". "Estamos aqui para torcer pelos outros Estados, para que a renegociação deles dê certo", disse. "Para o Piauí, queremos tratar de liberação de novas operações de crédito." O governador do Distrito Federal, Rodrigo Rollemberg (PSB), também afirmou que trataria sobre novos limites para operações de crédito. "Novas operações vão dar capacidade de investimento para os Estados", afirmou.

Além dos citados, estão presentes o governador de Minas Gerais, Fernando Pimentel (PT), que evitou a entrada onde a imprensa se concentrava e entrou pela garagem; e o governador do Rio Grande do Sul, José Ivo Sartori (PMDB), que também evitou falar na chegada.