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Governo ainda conta com votos do PP contra o impeachment, diz Orlando Silva

O deputado Orlando Silva (PCdoB-SP) disse neste domingo, 17, que o governo ainda conta os votos de parcela dos deputados do PP na votação de hoje à tarde contra o processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff.

"Conversei com o vice-presidente da Câmara, Waldir Maranhão (MA), ontem, no fim da noite, ele empenhou sua palavra. Confio na palavra que uma parcela dos pepistas caminhará conosco", disse Orlando Silva. Como o Broadcast Político, serviço em tempo real da Agência Estado, revelou, nas conversas noturnas, o comando do PP teria conseguido reverter os votos do deputado Waldir Maranhão (MA), 1º vice-presidente da Câmara, e Dudu da Fonte (PE), que, nos últimos dias, haviam fechado apoio ao governo Dilma Rousseff. O Broadcast Político apurou que ameaça de expulsão feita nas conversas teria levado à mudança de posição desses parlamentares. A reportagem, contudo, não conseguiu contato com os dois deputados na manhã deste domingo.

Silva não quis revelar o mapa dos governos para a votação de logo mais, mas garantiu que há votos suficientes para barrar o processo. "Não vou falar de números porque não posso entregar o ouro para o bandido, literalmente", disse. "Há inclusive parlamentares que são de partidos de oposição que virão conosco porque eles percebem que hoje é contra Dilma Rousseff; amanhã pode ser contra qualquer outro", completou.

Até a noite desse sábado, 16, a então ala governista do PP contava que poderia entregar 11 dos 45 votos a favor do governo, na votação que começa às 14 horas de hoje: Adail Carneiro (CE), Macedo (CE), Beto Salame (PA), Waldir Maranhão (MA), Dudu da Fonte (PE), Roberto Britto (BA), Ronaldo Carletto (BA), Cacá Leão (BA), Mário Negromonte (BA), Paulo Maluf (SP) e Franklin Lima (MG).

"Existe uma parcela de deputados indecisos que ponderam nossos argumentos. A definição vai se dar à tarde, na hora da votação. A oposição tenta fazer uma guerra de comunicação, tenta fazer um movimento de já ganhou, mas eles sabem que não tem os votos suficientes para aprovar o impeachment", afirmou.