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Governo destina verba para saúde pública de Curitiba, mas nem todo dinheiro tem sido aproveitado

(Foto: Divulgação) - Prefeitura não dá conta e melhorias para saúde partem do Governo
(Foto: Divulgação)

Os atendimentos da saúde pública de Curitiba são apontados pela população como bastante falhos. Os relatos de falta de medicamentos, médicos, longas horas de espera, e mesmo de atendimento ruim, são constantes. Para dar uma ‘ajuda’ e tentar tornar a vida dos curitibanos que dependem destes atendimentos, o governo do Estado tem liberado, na medida do possível e dentro da legalidade, verbas que podem garantir melhorias neste setor. No entanto, conforme informações divulgadas pela Secretaria de Estado da Saúde, nem todo o dinheiro está sendo aproveitado pela Prefeitura. É o caso da construção do Hospital da Zona Norte, em que o Estado afirma que por três vezes destinou recursos no orçamento e que não foram usados pela Prefeitura. “Por exemplo, foram destinados R$ 30 milhões para as obras de construção do novo Hospital Municipal da Zona Norte de Curitiba, valor que foi colocado três vezes no orçamento. A prefeitura não definiu o terreno, o que impossibilitou o repasse dos recursos para a construção da unidade”. “A prefeitura de Curitiba não conseguiu fazer o básico que era achar um terreno para a construção da unidade. O Estado não pode legalmente fazer o repasse sem que haja a confirmação do investimento”, afirmou Michele Caputo Neto, secretário estadual de Saúde.

Enquanto isso, as pessoas esperam nas filas por atendimento. Mas, os investimentos do governo na área de saúde foram além. O Governo do Estado financiou R$ 5,2 milhões para compra de equipamentos para os postos de saúde da capital. Além disso, investiu R$ 6,2 milhões na construção cinco unidades de Saúde – nos bairros Xaxim, Coqueiros, Vila Sabará, Campo Alegre (CIC) e Jardim Aliança, no Santa Cândida. Foram destinados, também, recursos para compra de 46 ambulâncias para Curitiba. “Nunca foi feito isto antes. Essa gestão é a primeira a receber esses recursos. Na semana passada, foram R$ 3 milhões para o teto das cirurgias eletivas e exames. É a primeira vez que o Estaco coloca dinheiro”, afirmou Caputo. Além disso, ele citou ajuda de R$ 900 mil por mês para compra de medicamentos.

Hospitais

O Governo do Estado também destina R$ 36,7 milhões anuais para a ampliação de serviços à população em hospitais de Curitiba. Os recursos são transferidos ao Fundo Municipal da Saúde de Curitiba para serem repassados aos 10 hospitais de média e alta complexidade da capital que atendem pelo SUS. Entre as unidades beneficiadas com os repasses adicionais está o Hospital Evangélico de Curitiba, que com a verba do governo, está conseguindo garantir mais atendimentos. Com 95% de sua estrutura voltada ao SUS, o serviço atende grande parte da demanda de urgência e emergência da capital.

De acordo com o interventor do hospital, Carlos Alberto Miguez de Senna Motta, o aporte do Estado ajuda as entidades filantrópicas a equilibrarem as contas e permite que elas tenham condições de manter o atendimento ao SUS. “Desde dezembro vínhamos atendendo mais pacientes do que o contratualizado com a prefeitura. No entanto, não recebíamos mais por este acréscimo na produção. Com a iniciativa do Estado, estamos podendo cobrir esta despesa”, relatou.

Motta diz ainda que o hospital conseguiu ampliar em cerca 15% sua capacidade de atendimento, o que inclui aumento no número de internações, consultas ambulatoriais, exames complementares e serviços do pronto socorro. “Foi possível também abrir mais 10 leitos de UTI adulto, oferecendo mais estrutura àqueles pacientes com quadros mais graves e que necessitam de acompanhamento especializado”, revelou.

Colaboração Sesa