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Governo já discute uma minirreforma ministerial

De forma ainda "embrionária", alguns integrantes da cúpula do governo já discutem nos bastidores a realização de uma "minirreforma" ministerial a ser feita após a confirmação do ex-presidente Lula como um dos ministros da presidente Dilma Rousseff.

Segundo a reportagem apurou, as discussões sobre a dança das cadeiras, que ocorrerá depois de Lula assumir, foram comunicadas nas últimas horas a lideranças do governo no Congresso por assessores palacianos, mas ainda não passaram pelo aval de Dilma.

Entre as possíveis mudanças esperadas esta substituição do ministro da Secretaria Geral, Ricardo Berzoini, pelo ex-presidente. Berzoini poderá ocupar a cadeira de chefe executivo da pasta.

O destino dele, segundo integrantes da base ouvidos pela reportagem, também poderá ser a Secretaria de Comunicação da Presidência da República, ocupada atualmente por Edinho Silva.

Silva foi ex-tesoureiro da campanha de Dilma de 2014 e segundo relatos, integrantes da cúpula do Palácio estão preocupados com o surgimento de novas citações contra ele oriundas da delação do empreiteiro José Aldemário Pinheiro Filho, o Léo Pinheiro, ex-presidente da construtora OAS.

Pinheiro foi condenado a 16 anos por corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa, as investigações da Operação Lava Jato.

Tratado ainda como apenas uma possibilidade, também poderá fazer parte da minirreforma ministerial a substituição do atual presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, que daria o seu lugar a Henrique Meirelles, que recentemente chegou a ser cogitado para ocupar o ministério da Fazenda, no lugar do ex-ministro Joaquim Levy.

Uma possível substituição do ministro da Educação, Aloizio Mercadante, também não está descartada. No acordo de delação premiada, homologado na segunda-feira, pelo Supremo Tribunal Federal (STF), o senador Delcídio Amaral (PT-MS) informou que o ex-chefe da Casa Civil do governo Dilma e atual ministro da Educação prometeu dinheiro e ajuda para que Delcídio deixasse a prisão e escapasse do processo de cassação de mandato no Senado.

Em coletiva de imprensa, nesta terça à tarde, Mercadante enfatizou que sua conversa com o assessor do senador, José Eduardo Marzagão, teve caráter estritamente pessoal e não foi feita com o conhecimento da presidente Dilma Rousseff. "A presidente não tem nenhuma responsabilidade. A responsabilidade é inteiramente minha", disse o ministro.

O ex-presidente Lula desembarcou ontem em Brasília para conversar sobre seu futuro no governo.

Lula passou a considerar a hipótese de integrar o governo depois que a juíza Maria Priscilla Ernandes, da 4.ª Vara Criminal de São Paulo, decidiu, na segunda-feira, 14, transferir para o juiz federal Sérgio Moro, que conduz a Operação Lava Jato na primeira instância, a decisão sobre o pedido de prisão preventiva contra ele, apresentado na semana passada pelo Ministério Público de São Paulo no caso do tríplex no Guarujá. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.