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Grupos farão atos para acompanhar voto de deputados

No dia da votação na Câmara da admissibilidade do impeachment da presidente Dilma Rousseff, as ruas das principais cidades brasileiras vão ser ocupadas por manifestos a favor e contra a abertura do processo. Os principais atos devem ocorrer em Brasília, São Paulo e Rio de Janeiro.

Em algumas cidades, as manifestações tiveram início nesse sábado, 16. No Rio, a Cinelândia recebeu o Carnaval pela Democracia, organizado por blocos carnavalescos da cidade contrários ao impeachment. O evento suprapartidário recebeu apoio do Sindicato dos Trabalhadores da Fiocruz, que custeou o aluguel do equipamento de som. Em Campo Grande (MS), adeptos da saída de Dilma ocuparam parte da Avenida Afonso Pena, a principal da cidade.

Neste domingo, 17, em Brasília, militâncias antagônicas estarão separadas por um gradil de metal de dois quilômetros de extensão e pela cavalaria da Polícia Militar no gramado em frente ao Congresso. Carros de som estarão estacionados em frente à Catedral de Brasília e ao Teatro Nacional. Para evitar provocação entre os grupos, os discursos, assim como os bonecos infláveis gigantes, estão proibidos. Os manifestantes devem permanecer no local até o resultado da votação, o que pode acontecer apenas na madrugada de segunda-feira, 18.

Em São Paulo, a Avenida Paulista será ocupada pelos que torcem pelo impedimento, enquanto os que defendem a permanência da presidente no cargo se concentrarão no Vale do Anhangabaú, no centro.

Os grupos Movimento Brasil Livre e Vem Pra Rua levarão telões para exibição da sessão de votação. Haverá apresentações de bandas e de grupos de dança, como o Carreta Furacão.

No Anhangabaú o ato político organizado pelas frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo será alternado por atividades artísticas. O coordenador do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto, Guilherme Boulos, estima um público de 100 mil pessoas.

No Rio, o ato "em defesa da democracia" ocorre entre 9h e 13h na Praia de Copacabana. A menos de um quilômetro de distância, os seguidores do Vem Pra Rua e do Movimento Brasil Livre deverão ocupar as ruas entre 15h e 19h.

Deportação

A Federação Nacional dos Policiais Federais (Fenapef) informou ontem que o rigor da lei será aplicado contra estrangeiros que participarem das manifestações políticas, por meio de deportação. "Os direitos políticos são praticamente os últimos a serem adquiridos por estrangeiros com visto de permanência, imagine para quem vem apenas a turismo", disse o presidente da entidade, Luis Boudens. Pela lei, o estrangeiro admitido em território nacional não pode exercer atividade de natureza política ou participar de desfiles, passeatas, comícios e reuniões de qualquer natureza, sob pena de detenção (de um a três anos) e expulsão do País. Colaboraram Isadora Peron, Luísa Martins, Álvaro Campos, Vinicius Neder e Lucia Morel

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.