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Haddad diz que 'classe política' é responsável pela crise econômica

O prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, candidato à reeleição pelo PT, disse nesta segunda, 12, que a "classe política" em geral é responsável pela crise econômica e tem a responsabilidade de "sentar à mesa" para negociar saídas.

No último domingo, 11, o prefeito participou de um ato pelo "Fora Temer" na avenida Paulista e desde a semana passada sua campanha tenta explorar a proximidade de outros candidatos com o presidente Michel Temer para atrair votos de eleitores insatisfeitos com a agenda econômica que o governo pretende aplicar com reformas trabalhista, da Previdência e limite de gastos públicos.

"Se você quer construir uma agenda não pode ficar apontando o dedo para o outro e dizendo que ele é o responsável pela crise. É o momento de dizer que somos responsáveis. Vamos sentar à mesa e tirar o país dessa situação", disse Haddad.

Segundo ele, o alerta vale para a "classe política em geral". Indagado se isso inclui o PT e a ex-presidente Dilma Rousseff, o prefeito disse que falou "genericamente".

"Estou falando da classe política em geral. Porque quando as coisas empacam a população atribui responsabilidade a todo mundo. Fica todo mundo em situação difícil com a população. Ela não quer saber de qual partido você é", afirmou.

De acordo com Haddad, a declaração não significa um aceno para o governo Temer. "É um pouco mais sutil. Estou dizendo o seguinte: o tempo está passando", explicou.

De acordo com o prefeito, as indefinições políticas tem provocado uma paralisia econômica que afeta diretamente a vida da população.

"Não estou excluindo ninguém, por isso usei essa expressão. A classe política tem que ter responsabilidade com o país. Estamos há muito tempo aguardando definições claras, composição de maioria, restabelecimento da normalidade econômica. As pessoas estão desempregadas, estão aguardando serviços públicos", afirmou.

Questionado sobre o fato de participar de uma manifestação que pedia a saída de Temer e no dia seguinte propor diálogo, Haddad respondeu que o governo vai no caminho errado se o objetivo for a pacificação do país, como propõe Temer. Segundo ele, antes de definir uma agenda econômica que "penaliza o trabalhador" no esforço de reajustar as contas do governo, Temer deveria ouvir os diversos setores da sociedade.

"Se o desejo é pacificar o país, o caminho escolhido não é o melhor", afirmou.