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Haddad vai antecipar divulgação do seu programa de governo

Quarto colocado nas pesquisas de intenção de voto, o prefeito de São Paulo e candidato à reeleição, Fernando Haddad (PT), decidiu antecipar o lançamento do seu programa de governo para eventual próximo mandato.

A ideia inicial da campanha era lançar o programa apenas no segundo turno, mas como Haddad está ameaçado de ficar de fora da disputa, o documento será apresentado na segunda-feira, 26, em um grande ato. A ambição de pessoas ligadas à campanha é de que o evento sirva de largada para uma arrancada final do candidato petista.

Foram convidados para o evento artistas e intelectuais que apoiam o movimento "Fora, Temer", governadores petistas de ao menos dois Estados e aliados como o ex-ministro Ciro Gomes (do PDT, mesmo partido do candidato a vice, Gabriel Chalita) e pré-candidato à Presidência da República.

A campanha de Haddad espera reeditar o clima do evento "Existe amor em SP", realizado na Praça Roosevelt na reta final da disputa pela Prefeitura em 2012, também com a participação de artistas e intelectuais. O evento marcou a disparada de Haddad, então terceiro colocado nas pesquisas, rumo a uma vaga no segundo turno.

"Tinha uma ideia de lançar o programa no segundo turno, mas como ficou apertado, decidimos aproveitar o ato dos intelectuais", disse o deputado Vicente Cândido (PT-SP), coordenador do programa petista. Segundo ele, o documento é fruto de meses de trabalho que envolveu mais de 600 pessoas.

Haddad será o único entre os principais candidatos, até agora, a divulgar um documento além dos programas registrados na Justiça Eleitoral.

O conteúdo das propostas é mantido em sigilo. Em 2012, Haddad lançou um extenso programa de governo que causou desgaste durante os quatro anos de gestão por servir de base para a cobrança de metas não alcançadas. Durante a campanha, o prefeito tem falado mais sobre projetos já realizados do que sobre o que pretende fazer.

Nacionalização

Segundo aliados do prefeito, um dos objetivos do ato de segunda-feira é reforçar a nacionalização da campanha. Por isso os convites a Ciro Gomes, que construiu carreira no Ceará, e a governadores de outros Estados.

A estratégia da campanha também inclui reforçar os ataques à senadora Marta Suplicy (PMDB), vinculando à ex-petista propostas impopulares do governo Michel Temer. A intensificação dos ataques a Marta começou no fim de semana passado e tende a crescer até o dia da eleição. Pesquisas apontam que, além de atrair votos de regiões historicamente simpáticas ao PT, Marta tem sido o destino de eleitores que abandonaram a candidatura de Luiza Erundina (PSOL) com os quais o PT contava.

Ainda na estratégia de nacionalizar a campanha, Haddad quer ir com movimentos de moradia a Brasília para cobrar do governo Temer a retomada do Minha Casa Minha Vida. A ideia é, com isso, reforçar o vínculo com esses movimentos.

Lula

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva não deve participar do ato de segunda-feira em São Paulo. A agenda do petista prevê a sua participação em um evento da candidata do PCdoB à prefeitura do Rio, a senadora Jandira Feghali. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.