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Investigações sobre propina focaram apenas ex-senador, diz PF

(Foto: Pedro França/ Agência Senado) - Investigações sobre propina focaram apenas ex-senador, diz PF
(Foto: Pedro França/ Agência Senado)

As investigações sobre o pagamento de propina durante os trabalhos da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) da Petrobras - alvo da 28ª fase da Operação Lava Jato - focaram exclusivamente o ex-senador Gim Argello, que era o vice-presidente da comissão. O grupo atuou em 2014 para investigar os casos de corrupção envolvendo a empresa estatal revelados durante a Operação Lava Jato.

Gim Argello foi preso na manhã desta terça-feira (12). Durante entrevista coletiva na superintendência da Polícia Federal em Curitiba, integrantes da força-tarefa da Operação Lava Jato explicaram que as investigações basicamente focaram o ex-senador. Não há conhecimento do envolvimento de outros políticos no recebimento de propinas para vetar o depoimento de empreiteiros durante a CPMI da Petrobras.

Procuradores e delegados da PF explicaram ainda sobre o destino das propinas. Conforme as investigações, R$ 5,350 milhões foram pagos pela UTC Engenharia e OAS como propina depois de pedidos de Argello. Os R$ 350 mil pagos pela OAS foram depositados na conta da paróquia São Pedro, de Taguatinga. Os R$ 5 milhões da UTC foram encaminhados para os diretórios do Distrito Federal de quatro partidos políticos.

Segundo a força-tarefa, ainda não existe confirmação de que a paróquia e os partidos tinham conhecimento de que os recursos possuíam origem ilícita.

A 28ª fase da Operação Lava Jato cumpriu 23 mandados judiciais, sendo um de prisão preventiva, dois de prisão temporária, cinco de condução coercitiva e 15 mandados de busca e apreensão. Os presos serão encaminhados para a superintendência da PF em Curitiba e devem chegar no local no final da tarde.