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João Doria minimiza racha no PSDB e defende Alckmin como candidato à presidência

O tucano João Doria, eleito neste domingo, 2, para a prefeitura de São Paulo em primeiro turno, aproveitou o pronunciamento da vitória, na capital paulista, para afagar o governador, Geraldo Alckmin, e defender a candidatura de seu padrinho político para a Presidência da República em 2018. "É legítima a vontade de ter Alckmin como presidente", destacou após a militância gritar "Brasil pra frente, Geraldo presidente". Ele defendeu prévias internas no PSDB para a escolha de um futuro candidato e disse que, se Alckmin for candidato, "terá o apoio do povo brasileiro."

Doria também procurou apaziguar os ruídos dentro do próprio partido, elogiando e agradecendo o ex-governador Alberto Goldman, seu adversário dentro do PSDB. "Política não se faz com inimigos", destacou. "(José) Serra é um homem de bem. Política não se faz com o fígado. Aloysio (Nunes) está viajando, mas me ligou. E o José Aníbal também me ligou", acrescentou, em referência a diversos caciques tucanos, com quem teve divergências desde seu lançamento como candidato para a prefeitura da capital paulista.

De acordo com Doria, a vitória em São Paulo, com mais de 53% dos votos válidos, deveu-se ao projeto do partido. "Não houve loteamento de cargos; partidos que estão conosco acreditam no nosso projeto", frisou.

Conforme ele, a prioridade de sua gestão, que começa a partir de 1º de janeiro de 2017, serão "os pobres e os humildes". "São Paulo é a capital do Brasil; aqui vivem todos os brasileiros e queremos uma gestão moderna".