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João Doria propõe versão municipal de programas

O candidato do PSDB à Prefeitura de São Paulo, João Doria, ainda não apareceu na campanha ao lado de seu padrinho político, o governador Geraldo Alckmin, mas tem usado a criação de versões municipais de programas estaduais como base de suas propostas.

Depois de visitar na terça-feira, 30, a obra de um conjunto residencial do "Casa Paulista", projeto que constrói unidades habitacionais por meio de Parcerias Público Privadas (PPPs), o tucano visitará nesta quarta uma unidade do Poupatempo no centro da cidade para anunciar a ideia de criar uma versão paulistana do programa, que oferece em um mesmo espaço diversos serviços de utilidade pública.

"Vamos apresentar uma versão municipal, que é o Poupatempo SP, e mais o Poupatempo Empreendedor, que será uma vertente do estadual", disse o candidato ao Estado.

Dependentes

Doria também quer substituir o programa De Braços Abertos, que tenta reduzir danos entre os dependentes químicos na região da Cracolândia, pelo projeto Recomeço. A versão estadual, que opera sem coordenação com a municipal, oferece tratamento e acompanhamento multiprofissional ao paciente e aos seus familiares.

"O Recomeço é a alternativa correta para a internação dos dependentes. Nesse caso, a ideia é integrar, e não fazer outro", disse o candidato tucano.

Quase duas semanas após o início oficial da campanha, Doria ainda não participou de nenhuma atividade ao lado de Alckmin e também não apareceu ao lado dele na propaganda eleitoral na TV e rádio.

Questionado sobre a distância, Doria disse que "em breve" isso vai acontecer.

Segundo auxiliares próximos, uma agenda com Alckmin está prevista para a semana que vem. "Não tenho razão para escondê-lo. Alckmin é um bom gestor", afirmou Doria.

De acordo com pesquisa Datafolha divulgada no último dia 27, a imagem do governador tucano não agrega muitos votos. Os números do instituto indicam que 51% dos eleitores não escolheriam o um nome endossado por Alckmin.

MTST

Doria criticou na manhã de terça-feira, 30, a ação de integrantes do MTST que bloquearam pontos das marginais do Tietê e do Pinheiros e das avenida Radial Leste e Francisco Morato, em protesto contra o impeachment da presidente afastada Dilma Rousseff e o governo do presidente em exercício Michel Temer. "Movimento de habitação deveria se ocupar com aquilo lhe foi destinado, e não queimar pneus na Marginal", disse o tucano.

Na visita a uma obra de um condomínio residencial popular no centro da cidade, o candidato tucano estava acompanhado de Rosalvo Salgueiro, que lidera o grupo Movimento Terra de Deus e atua na mesma área do Movimento Sem Teto.

"Faz tempo que o MTST deixou de ser um movimento popular de habitação. Virou um faz tudo", disse Salgueiro.

Questionado sobre qual seria a sua estratégia em relação às ocupações, o tucano prometeu diálogo. "Vamos estudar caso a caso", afirmou. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.