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José Yunes será assessor especial da Presidência em eventual governo Temer

Embora o vice-presidente Michel Temer (PMDB) negue que já esteja fazendo convites e sondagens para um eventual ministério, o advogado José Yunes, conselheiro e amigo do peemedebista há mais 40 anos, afirmou à reportagem que será assessor especial da Presidência caso o processo de impeachment passe pelo Senado e o vice-presidente assuma o mandato.

"Serei aquele assessor com liberdade para fazer considerações positivas e negativas. Não levarei apenas notícias boas", diz. Yunes foi deputado estadual duas vezes e deputado federal constituinte junto com Temer.

O vice-presidente se reuniu com Yunes no escritório do PMDB em São Paulo, que tem funcionado como sede do governo de transição. Além dele, vários políticos e amigos passaram pelo escritório ou pela casa de Temer.

Um deles foi o economista Delfim Neto, que almoçou na casa do vice nesta quarta. Depois do encontro, em que esteve presente também o senador Romero Jucá (PMDB-RR), Delfim, que tem 88 anos, brincou ao ser questionado se foi convidado para compor um eventual governo do peemedebista, que não tinha mais idade para isso.

"Você acha que eu sou louco de aceitar convite (para compor um ministério num eventual governo do peemedebista)". Delfim foi um dos principais colaboradores econômicos do início do primeiro mandato da presidente Dilma Rousseff.

AGU

O advogado José Yunes disse à reportagem que o secretário de segurança Pública de São Paulo, Alexandre de Moraes (PSDB), foi convidado para assumir o lugar de José Eduardo Cardoso na Advocacia-Geral da União (AGU).

A notícia foi antecipada pelo jornal Folha de S.Paulo. Nesta quarta, no entanto, Moraes informou a Alckmin que não aceitará convite para integrar o governo.

O nome do secretário também foi cotado para a pasta da Justiça por sugestão da bancada do PMDB na Câmara.

Tucanos avaliam que a mudança seria um erro político, já que Moraes deixaria uma pasta de grande visibilidade em São Paulo, onde pretende se cacifar para disputar o governo em 2018, para se tornar advogado do governo federal no esperado processo de judicialização que deve ser promovido pelo PT e por Dilma Rousseff junto ao STF.