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Jucá defende que julgamento do impeachment se encerre em agosto

O principal articulador do impeachment no Congresso, Romero Jucá (PMDB-RR), foi à tribuna do Senado nesta segunda-feira, 1, defender que o processo de impeachment não se estenda para além de agosto. No último sábado, o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Ricardo Lewandowski, divulgou nota informando que a primeira data possível para o início do julgamento seria 29 de agosto. Mas a quantidade de depoimentos e sessões pode levar a votação para setembro.

"Não dá mais para estender essa agonia para além de agosto. Não há porque levar essa questão para setembro, o Brasil todo espera por uma solução definitiva", disse Jucá. O senador ponderou que a votação do parecer do relator será votado em plenário já no dia 9 de agosto e que não haveria razões para esperar mais 20 dias para dar início ao julgamento. Seguindo os prazos à risca, era possível que o julgamento se iniciasse na sexta-feira, 26. O senador defende que a Casa use esse prazo e trabalhe durante o fim de semana.

Jucá também defendeu que o Brasil participe da próxima reunião do G20, que ocorre na China entre 4 e 5 de setembro, já com uma situação política definida. "Em setembro, haverá na China o encontro do G20 e lá deverá estar o presidente do Brasil. E se ainda não houver se decidido esse assunto, Michel Temer deveria participar desse encontro como um presidente interino?", questionou.

O senador também criticou a atuação dos aliados da presidente afastada Dilma Rousseff que, segundo ele, tentam atrasar o processo. Para Jucá, a demora no impeachment agrava a situação econômica. "Uma coisa é você defender a presidente e outra coisa é tentar postergar e manter o País nessa insegurança jurídica. Falam em golpe, mas se comportam como quem quer o golpe parcelado, o golpe Casas Bahia, o golpe Ricardo Eletro, o golpe Magazine Luiza, você compra o golpe e paga em 12 parcelas", ironizou.

Visto para os EUA

O senador minimizou a polêmica de que teria tido o visto para os Estados Unidos negado por ser investigado na operação Lava Jato. Jucá criticou a veiculação da notícia e trouxe ao plenário do Senado cópias do seu passaporte e visto americano, que segundo ele, vence apenas em 2025.