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Jucá: Eunício deve assumir relatoria da comissão do impeachment no Senado

O presidente em exercício do PMDB, senador Romero Jucá (RR), afirmou a interlocutores, nesta quarta-feira, 13, que a relatoria de uma eventual Comissão do Impeachment no Senado deve ser confiada ao líder do partido na Casa, Eunício de Oliveira (CE). Já a presidência seria definida pelo líder do PSDB, senador Cássio Cunha Lima (PB). Eunício negou ao Broadcast Político, serviço de notícias em tempo real da Agência Estado, que o comando do colegiado já esteja definido.

Uma das principais dúvidas sobre o rito do impeachment da presidente Dilma Rousseff no Senado é a composição da comissão. Não há definição se o presidente e o relator serão designados, como tradicionalmente ocorre, respeitando a maior bancada. A tendência é que, nesse caso, escolha primeiro a bancada do PMDB - a maior da Casa com 18 senadores. PSDB e PT estão empatados com o segundo maior número de membros, com 11 parlamentares cada.

Peemedebistas da oposição calculam ter 48 dos 81 senadores favoráveis ao impeachment na votação do parecer da Comissão Especial no plenário do Senado. Na decisão de um eventual pedido de afastamento, o número de senadores favoráveis à saída de Dilma subiria para 60. No PMDB, o presidente do Senado, Renan Calheiros (AL), Jader Barbalho (PA) e Roberto Requião (PR) devem votar contra o impeachment de Dilma.

Um dos raros aliados do Palácio do Planalto no Congresso, Renan já indicou que não atuará, em privado e publicamente, para segurar a tramitação do caso. Ele, contudo, deverá usar todo o prazo regimental previsto para a instrução do processo. "Renan não é superior aos fatos", disse Jucá. O senador acredita que o presidente do Senado terá uma postura "institucional" durante o processo.

Para Jucá, "quanto menor o tempo (entre uma eventual aprovação do impeachment na Câmara dos Deputados e a análise no Senado), melhor".

De acordo com interlocutores próximos ao vice-presidente, Michel Temer sairá de Brasília nesta quarta e só voltará após o fim da votação na Câmara, no próximo domingo, 17. "Se ele ficar aqui, vai virar uma romaria", comentou Jucá. Para o presidente do PMDB, "(o impeachment) não é algo para se comemorar, é um remédio amargo".