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Juristas discursam em ato pró-impeachment no Largo São Francisco

Um ato a favor do impeachment da presidente Dilma Rousseff reúne juristas na noite desta segunda-feira, 4, em frente ao prédio da faculdade de Direito da USP, no Largo São Francisco, em São Paulo. Entre os presentes, estão os signatários do pedido de afastamento em análise da Câmara dos Deputados, Hélio Bicudo e Miguel Reale Jr.

"Os deputados precisam escolher entre o bolso e a honra", afirmou Reale Jr., do parlatório do Largo São Francisco. O jurista ainda chamou o partido dos trabalhadores de "quadrilha" e puxou o coro de fora Dilma.

Em sua fala, Bicudo disse que "nunca viu tantos desmandos no Brasil". Para o jurista, "nenhum deputado ou senador tem o direito de ir contra o desejo popular, não tem o direito de mandar Dilma e o PT no poder".

O professor de direito, Marco de Lucca, fez um discurso que foi de Sérgio Moro a Olavo Bilac (com citações de Bakunin). Ele disse já ter chegado a "até a escrever poemas para o Lula", mas que agora quer vê-lo preso.

O tom dos discursos continuou forte, com a mestre de cerimônias puxando coros do tipo "Lula cachaceiro, devolve o meu dinheiro". Em seu discurso, o advogado Modesto Carvalhosa comparou os petistas a Joseph Goebbels (responsável pela propaganda nazista). "Eles querem passar uma ideia de que todos são ladrões. Não somos não! Os petistas é que são ladrões e quadrilheiros".

O presidente da OAB-SP, Marcos da Costa, também se pronunciou e disse que a grande maioria da classe é pelo impeachment.