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Lama Asfáltica, da PF, prende de novo ex-secretário de Obras do MS

A Polícia Federal, em conjunto com a Controladoria-Geral da União e a Receita Federal, deflagrou nesta quinta-feira, 7, a Operação Aviões de Lama, 3ª fase da Lama Asfáltica, nos Estados de Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e São Paulo. Foram presos preventivamente o ex-secretário de Obras Públicas e Transportes de Mato Grosso do Sul Edson Giroto e seu cunhado Flávio Henrique Garcia Scrocchio.

Giroto comandou a secretaria durante os mandatos do ex-governador André Puccinelli (PMDB). Retornou o cargo em 2013 e 2014. Esta é a segunda vez que Giroto é alvo de mandado de prisão. Na 2ª fase da Lama Asfáltica, o ex-secretário havia sido preso temporariamente. A custódia foi transformada em preventiva: Girotto ficou detido por 43 dias e foi solto após decisão do Supremo Tribunal Federal (STF).

Na 1ª fase, em 9 de julho de 2015, Giroto havia sido alvo de buscas. Na época, ele era assessor especial do Ministério dos Transportes, onde estava desde março de 2015. Após a deflagração da 1ª fase, Giroto pediu afastamento.

A 3ª fase da Lama Asfáltica visa desarticular grupo criminoso que desviava recursos de contratos de obras públicas e fraudava licitações. Os contratos sob investigação envolvem mais de R$ 2 bilhões.

Cerca de 20 policiais cumprem três mandados de prisão preventiva e dois mandados de busca e apreensão de aeronaves, nos municípios de Campo Grande/MS, Cuiabá/MT, Rondonópolis/MT e Tanabi/SP, todos expedidos pela 3ª Vara Federal de Campo Grande.

De acordo com as investigações, a organização criminosa é especializada em desviar recursos públicos, inclusive federais. Ela atua no ramo de pavimentação de rodovias, construções e prestação de serviços nas áreas de informática e gráfica.

De acordo com a PF, esta fase da operação é consequência da análise da documentação apreendida na segunda fase da Operação Lama Asfáltica, denominada "Fazendas de Lama", na qual "foi possível extrair elementos indicativos que os investigados estavam praticando o crime de lavagem de dinheiro".

A Polícia Federal afirma que os investigados usavam os recursos obtidos ilegalmente com a revenda de bens de alto valor e distribuía esses montantes para diversas pessoas. "Com essas ações, eles ocultavam a origem do dinheiro e mantinham, assim, a prática de novas condutas delituosas, mesmo após a deflagração da primeira fase da operação, em julho de 2015", informou a PF por meio de nota.

Defesa

O advogado Valeriano Fontoura, que defende Edson Giroto, afirmou que ainda não teve acesso a todo o inquérito. "Preliminarmente não existe fato novo que pudesse justificar essa medida", disse.